Domingo, 13 de Abril de 2008

A esta hora nada mais do que isto

David Fonseca e Rita Redshoes: os melhores (e maiores) actores da nossa praça. Quem não ouve ou está definitivamente de costas viradas para a música portuguesa ou tem problemas de visão e audição.

Já fui a muitos concertos no Coliseu mas como o de hoje, meus amigos... Diga-se que não está abaixo dos de muitos artistas de outros países que nos visitam na mítica sala. Uma maravilha...
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Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Para ouvir e idolatrar

Todos nós precisamos de ouvir, adorar e ajoelhar-nos perante esta banda sonora...e depois, ouvir outra vez.


E eis que ando a ouvir consideravelmente estes senhores. Depois das passagens na trilha sonora de The Darjeeling Limited e, agora, em Juno, quero mais. Senhoras e senhores, a homenagem do Elite aos The Kinks (foi o único vídeo que arranjei).

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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Post para parabenizar

(e reparem na abundância de "Ps" no título deste post)

Carlos do Carmo venceu o Goya para melhor canção original. O Elite deixa os parabéns ao primeiro português a vencer um dos prémios máximos do cinema em Espanha. O fadista disse à Lusa que "foi uma surpresa a nomeação" e que é "maravilhoso ter recebido este prémio".

Aqui fica o "Fado da saudade".

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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008

Na playlist de hoje...


...e provavelmente durante os próximos tempos. Não é só o filme a conquistar pontos. Já durante a sessão se percebia que a banda sonora que Nick Cave e Warren Ellis tinham construído era muito boa mas ouvi-la outra vez ganha uma dimensão astronómica.

Mesmo sem Jesse James e Robert Ford por perto é valiosa. Estou mais do que convencida.
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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Hoje vamos à música com a BBC Radio 1



Aqui há uns tempos mostraram-me dois fantásticos álbuns. Nascidas de várias actuações no muito british programa de rádio BBC Radio 1 Live Lounge, estas duas compilações trazem maravilhas como What you waiting for (sim, da Gwen Stefani) numa versão dos Franz Ferdinand, I'm no good (da tresloucada nas igualmente genial Amy Winehouse) pela voz dos Artic Monkeys e The Prayer (dos Bloc Party) ao estilo de KT Tunstall.
Pelo meio há também jeitosas versões unplugged de Queens of the stone age, Coldplay e The Bravery, entre outras.

Se estiverem à procura de uma prenda de natal para oferecer a alguém, look no further. É isto que vocês querem dar.

Ah, e claro, obrigada Rui!
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007

A história de quando ele perdeu o controlo

Primeiro, ouvir de novo algumas músicas. Depois correr até ao cinema. Um bom biopic sobre Ian Curtis para os saudosistas dos Joy Division e para todos os outros que se sintam na disposição para ver um bom filme.

 


Tinha 23 anos quando perdeu o controlo. Deixou uma banda, um nome e música que viria a influenciar muitos dos que hoje ouvimos. Control conta, a preto e branco, a curta mas intensa história dos Joy Division – melhor dizendo, de Ian Curtis. Um biopic pessoal e intimista, retrato de quem se tornou um ídolo e que o tempo se esqueceu de mandar embora. Comecemos a transmissão de que a canção falava.


O nome Control surge em homenagem àquela que se tornou uma das suas mais insistentes canções (She’s lost control). Conta-se que Ian Curtis foi buscar inspiração para a canção em causa a uma jovem epiléptica que tinha conhecido e que faleceu pouco tempo depois.

Os Joy Division tiveram uma curta carreira que foi suficiente para que, ainda hoje, sejam ouvidos por muitos e para que muitos sigam as suas influências. Por segundos pensamos que ainda os estamos a escutar quando no leitor de mp3 rodam músicas dos Interpol ou dos New Order.


Talvez a causa para a sua longevidade não seja única. Talvez seja um misto de boa música com apelativa tragédia mas a verdade é que o nome dura e a música toca mesmo depois de Ian Curtis ter perdido o controlo.

Agora, pelas mãos de um conceituado fotógrafo de músicos tornado realizador, chega-nos um biopic com o percurso da banda. Se quisermos ser mais realistas, chega-nos uma fita sobre a efémera viagem do vocalista desde o momento em que decidiu querer ser como David Bowie até ao dia em que escolheu enforcar-se na sua cozinha de Macclesfield.


Sam Riley é Ian Curtis, um jovem de Manchester de olheiras profundas e profissão pequena para os seus objectivos que alcança o sucesso muito rapidamente e que, inesperadamente, se vê num mundo acelerado de mais para o que tinha idealizado.


Fez tudo muito cedo. Casou aos 19 com Deborah. Aos 20 já a sua banda Warsaw se tinha transformado em Joy Division e subia aos mais desejados palcos. Pela mesma altura descobriu que sofria de epilepsia. Aos 23, depois de um casamento à beira da ruptura, de um caso com uma mulher por quem não se conseguia decidir e num intervalo de uma tournée europeia, cedo escolheu ir embora.


Esta podia ser a sinopse do filme de Anton Corbijn, holandês que já viveu de perto com U2, Depeche Mode e Morissey e que decidiu virar o seu tributo para a lenda de Manchester. Com Control, o realizador regressa a uma das primeiras bandas com quem trabalhou e fá-lo com só um verdadeiro conhecedor poderia fazer.


O biopic vive no estilo da banda e parece respirar o mesmo ar que as suas músicas num ambiente cool mas lúgubre, num passo rápido mas suficientemente aprofundado. Se Ian Curtis passava os dias assim, na permanente dualidade entre viver ou morrer, mulher ou amante, música ou vida familiar, só ele o poderia comprovar mas, como interpretação de um fã que recolheu as opiniões de quem ainda resta para falar sobre o protagonista, Control é um exercício exímio. As dúvidas, o sofrimento, as questões insistentes parecem palpáveis e nada é preto ou branco. Ficamos no cinzento, como imaginamos que aconteceria (ou que aconteceu) na vida real.


O elenco dá a alma ao trabalho que lhe foi incumbido e volta atrás no tempo para encarnar os personagens. Samantha Morton na pele da viúva rendida ao marido, contida e sofrida faz um trabalho notável. Sam Riley e seus colegas músicos conseguem enganar o espectador que julga estar a ouvir as versões originais de singles como Love will tear us apart ou Transmission.


O actor que interpreta o eixo do filme, ligou um dia ao agente e disse-lhe «Sou o Sam Riley, lembra-se de mim? Já escolheram o novo James Bond?». O agente disse-lhe que não e acrescentou «mas estão à procura de um Ian Curtis». E encontraram o ideal.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 12:08
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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

A era dos Nouvelle Vague no cinema

Há já algum tempo que estes deliciosos senhores têm presença assídua na minha playlist regular. No entanto, nas últimas duas semanas os Nouvelle Vague ganharam para mim uma dimensão totalmente diferente.

A razão prende-se com o facto de duas das suas magníficas covers terem sido escolhidos para alcatifar dois momentos cruciais de dois filmes em estreia.

O final de A mighty heart não teria sido o mesmo se não tivesse a acompanhá-lo In a manner of speaking, versão da dita banda de uma canção dos Tuxedomoon (com trabalho vocal da simpática e chanfrada Camille).

A cena em que a personagem de Tarantino tenta fazer coisas feias na fita do amigo Robert Rodriguez (em causa está Planet Terror) não seria a mesma se não tivesse a forrá-la Too drunk to fuck, cover dos Nouvelle Vague para uma música dos Dead Kennedys.

P.S.: Embora me tenha rido que nem uma doida, lamento dizer que não fiquei nada convencida com Planet Terror. Está a milhas de Death Proof. Na devida altura falarei em pormenor.

Aqui fica o único vídeo que consegui encontrar com In a manner of speaking.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=PPR2bK3kL5c]

A segunda musiquinha podem ouvir aqui.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:22
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Terça-feira, 7 de Agosto de 2007

Para os que já viram Death Proof, o antes e o depois

aqui tinha falado desta música de contágio imediato e eis que agora descubro a pólvora. Há uma versão original francesa que é de ir às lágrimas.

Reparem no tom inocente e passivo de France Gall que acompanha a energia da canção apenas com um ligeiro e pouco vigoroso abanar de cabeça.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=e4lFJrpYYMc]
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 20:06
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

Em matéria de concertos…

300px-aimee_mann.jpg

Ontem foi noite de Coliseu. Aimee Mann, voz dócil mas poderosa veio pela primeira vez a Portugal e mostrou-se satisfeita.

O recinto estava a meio gás, longe de esgotar, mas isso também aumentou a experiência que se queria intimista. Uma boa actuação com passagem obrigatória por temas de Magnolia que deixou a cantora, pelo menos aparentemente, com uma séria vontade de cá voltar.

Aqui há duas semanas tinha visto Nouvelle Vague na Casa da Pesca em Oeiras e, por isso, aproveito esta ocasião para vos dizer o quão divino foi o concerto. Deixo-vos um textinho que já tinha escrito sobre a dita noite.

Um lago como cenário. Um painel de azulejos como fundo. No palco, os Nouvelle Vague no seu estilo francês nostálgico-modernista levaram o público numa viagem por canções que a memória não apaga, mas que eles fizeram renascer.

Subiram ao palco de copo na mão, não o rockeiro copo de plástico com cerveja mas o mais requintado copo de vinho. São também eles requintados, delicados e, em alguns momentos, tresloucados. Os Nouvelle Vague actuaram na Casa da Pesca em Oeiras no âmbito do festival que se auto-intitula o «mais cool do Verão» (formalmente, o Cool Jazz Fest) e não desiludiram.

Em pouco menos de duas horas passaram pelos maiores êxitos, que já foram de outros mas de que eles se apoderaram e fizeram questão de reinventar, dando-lhes um novo fôlego. A assegurar a primeira parte tinha estado a estreante Patrícia Vasconcelos, num espectáculo muito cénico mas em que se notou ainda alguma insegurança. Em frente ao palco, o pai «babado» António-Pedro Vasconcelos assistiu atento aos passos da filha fazendo com que só os mais observadores dessem pela sua presença.

A atracção principal chegou por volta das onze da noite, pé ante pé, e pouco a pouco foi impondo a sua imagem bem formada. Os Nouvelle Vague mostraram-se espantados com o recinto cheio («Vocês são tantos!») mas não se deixaram intimidar, cumprindo a função com uma execução dificilmente criticável.

A banda francesa foi inicialmente formada por Marc Collin e Olivier Libaux e decidiu trabalhar sob um conceito bastante apelativo. Nos seus álbuns apenas encontramos covers de músicas dos anos 80, na sua maioria punk e new wave. Contudo, que não se espere uma versão colada à original. São reinvenções com um jeito de bossa nova que fazem renascer para um público mais abrangente muitos dos hinos da década mais rock de todas.

Ontem, sob um cenário romântico em Oeiras, a voz melancólico-doce de Melanie Pain abriu calmamente o concerto com Killing Moon (originalmente criada pelos Echo and the Bunnymen) e progressivamente foi ficando mais atrevida e menos racionalizada. Já chegamos a essa história...

A seu lado tinha Gérald Toto, um verdadeiro entertainer, talvez demasiado seguro de si mesmo, mas que ninguém pode acusar de não animar o público. Os dois foram alternando entre ritmos mais sensuais e, digamos que, politicamente correctos como Love will tear us apart, original dos Joy Division, e uma versão doce de Heart of Glass, celebrizada pelo ícone Debbie Harry, que ali foi entoada por todos os presentes. Para além das passagens menos acesas, mas não menos quentes, houve também espaço para aumentar a velocidade e quebrar regras com algumas frases picantes q.b. por parte da vocalista. Antes disso, vamos a uma pequena descrição.

Os Nouvelle Vague são uma mistura de influências bastante reconhecíveis. Melanie é uma espécie de Beth Gibbons (senhora dos Portishead) em cruzamento com Lou Rhodes (dos Lamb). Gérald é, ele próprio, uma mistura entre um Ben Harper em fase «adoro-exibir-os-meus-solos» e um Maxwell de voz efeminada que, embora nos faça reconhecer a vertente exibicionista, nos faz também render de forma ingénua e absoluta. Foi toda esta mistura entre saudosismo e modernismo de toque bem europeu que cativou a massa e que tornou o concerto de ontem numa noite claramente positiva.

É certo que quase todos os que ali estiveram eram fãs, ou porque conheciam as canções originais, ou porque conheciam as versões da banda em palco. Foi esse factor que possibilitou uns quantos coros de volume bem elevado e foi também ele que trouxe de volta à cena (por três vezes) uns Nouvelle Vague com muita dificuldade em abandonar a exibição e encerrar a noite.

Não houve quem se importasse com o «esta é mesmo a última, última, última» fingido de Melanie. Bastaram dois minutos para voltar para o «último último último» encore da noite fechado de forma poderosa com «Too drunk too f***» . A música que foi criada pelos Dead Kennedys já tinha sido tocada uma vez mas, a recepção tinha sido tal, com direito a perguntas atrevidas («Are you too drunk too f***?») e a gritos colectivos da palavra proibida, que os Nouvelle Vague decidiram interromper «I just can’t get enough» a meio e fechar com uma repetição.

Mesmo que banda e público não estivessem demasiado ébrios, o estado final não era o de sobriedade. Ali junto àquele lago de inspiração romântica não houve quem não tivesse ficado um bocadinho «tocado», mesmo que a causa não tenha tido qualquer relação com o álcool.

* Não esquecer que as fotos foram tiradas pela minha colega de trabalho, Vera Moutinho.

Mais uma nota de rodapé: Amanhã sigo para Sul, rumo a outro concerto que, não está de todo na minha lista de escolha musicais mas vai, quase de certeza, dar em episódio inesquecível. É desta senhora.
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Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Arcade Fire no Super Bock

arcadefirebig.jpg

Eu sei que habitualmente só escrevo sobre cinema mas tinha de falar nisto. É oficial! Os canadianos Arcade Fire vêm ao Super Bock Super Rock.

Lá estarei embevecida pelas músicas do prodigioso Funeral e do não menos fantástico Neon Bible. Agora só faltam os The Killers para a minha wishlist prioritária de concertos para este ano ficar preenchida.
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Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

Música de acordo com a disposição

Há dias em que me apetecem bandas sonoras. Há outros em que me fico pela electrónica. Depois há aqueles em que se ouve qualquer coisa: pop, rock, 80's....por aí fora.

Mas nunca ninguém se tinha lembrado (ou se tinha eu não sabia) de fazer playlists de acordo com os humores do dia.

Uma amiga falou-me sobre esta jóia. Esta Web Radio está dividida nas clássicas categorias de géneros musicais mas, no interior de cada uma, hierarquiza-se por estado de espírito (dark, positive, calm e energetic).

Ideal para fugir aos arquivos de música do computador, às playlists da rádio e, mais importante, para ouvir de acordo com a disposição respectiva.
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

Ossos

The Killers, "Sam's Town": o álbum que mais roda na minha playlist do momento. Estes senhores, ao contrário do que muitos críticos por aí insistem em dizer, conseguiram criar um estilo muito próprio e prometem continuar a dar cartas.

O primeiro álbum "Hot Fuss" tem boas canções mas não é tão atrevido quanto este "Sam´s Town". Serve esta explicação para vos apresentar ao novo vídeo da banda: Bones.

É a melhor canção do álbum e transformou-se agora no melhor videoclip na playlist da MTV. Se estão neste momento a perguntar-se "mas que raio tem esse vídeo de tão especial?", eu digo-vos. É realizado pelo grande, genial, criador de sonhos, Tim Burton. E tem um montão de ossos!

Acho que não preciso de argumentar mais. Ora vejam.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=DCHQ8JDjgcI]
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