Gosto que se crie um contexto quando se faz uma crítica e que esse enquadramento seja acessível não só aos entendidos mas também aos outros, aos que gostam de cinema mas que provavelmente não se aproximam mais de certos filmes por esses não lhes serem dados a entender. Que se falem duas línguas, ou uma língua que encaixe em dois tipos de público.
Por tudo isso, gostei de algo pequeno que teve o seu lugar no
Ípsilon desta semana. Algo pequeno mas que demonstra este espírito, o de ajudar os leitores a fazerem, eles próprios, a leitura de um filme. A meu ver, esta é uma das funções do crítico e, esta sexta-feira, ainda que através de uma pequena amostra,
Jorge Mourinha fê-lo no
Público.
Para ajudar à compreensão do novo filme de Darren Aronofsky,
The Fountain, deu aos leitores
"pistas para ler o último capítulo". Gostei.