Estamos a aproximar-nos do final do ano, tempo ideal para os estúdios de Hollywood jogarem os seus trunfos mais valiosos. A verdade é que uma boa promoção (em Portugal preferimos chamar-lhe "vender o peixe") nunca fez mal a um filme e, com uma ponta de sorte, até lhe pode valer algumas nomeações para os Óscares. Os candidatos a candidatos são muitos e é preciso entrar na corrida o quanto antes para mostrar quem é o melhor ou, pelo menos, quem melhor sabe mexer cordelinhos.
Primeiro, e à frente na fila para entrar nestes post, está a insistência da Disney/Pixar para que Wall-E concorra, não na lista para melhor filme de animação, mas nas nomeações para Melhor Filme. Recorde-se que só A Bela e o Monstro conseguiu chegar aos candidatos nessa categoria. O Elite Criativa faz como o New York Times fez com Obama e apoia a campanha para Wall-E.
Já a Paramount está convencida de que Robert Downey Jr. pode e deve receber uma nomeação e até lança duas hipóteses: ou para Melhor Actor pelo papel de Tony Stark em Iron Man, ou para Melhor Actor Secundário em Tropic Thunder. Claro que incontornável é o burburinho que se tem gerado em torno do desempenho de Heath Ledger em The Dark Knight. Convenhamos que, ao contrário do que acontece com as probabilidades para Downey Jr., Ledger parece estar na frente para vencer um Óscar póstumo.
Quanto a outros filmes em que ainda não pusemos a vista em cima mas que parecem começar a pôr-se a jeito para a nomeação, podemos listar exemplos como Frost/Nixon, de Ron Howard, The Curious Case of Benjamin Button, de David Fincher (ou muito me engano ou este vai ser uma daqueles «filmes-para-constar-da-galeria-de-obras-cinematográficas-perfeitas-para-Inês-Mendes»), ou Australia, de Baz Luhrman.
Cá estarei em pulgas para acompanhar novos desenvolvimentos. Façam as vossas apostas.
Podem ver um artigo do NY Times sobre o tema aqui.