O artigo é do
NY Times e, só com o título, teve o condão de me fazer parar para o ler. A pergunta impõe-se este Verão:
Is there a real woman in this multiplex?
O assunto a tratar tem motivos particularmente femininos. Aliás, a autora do artigo é uma senhora. Uma mulher que reivindica mais papéis para mulheres na lista de filmes para esta temporada quente. Diz Manohla Dargis que a melhor forma que Hollywood parece ter encontrado para lidar com os seus
"female troubles" terá sido não incluir mulheres nos filmes.
Iron Man (masculino),
Batman (homem),
Hulk (um homem verde e zangado). São todos homens e, se quisermos ser preconceituosos, são todos feitos para um público masculino mas acabam a abranger um público feminino pela notoriedade dos seus protagonistas. Comercialmente, será assim que se passa.
Pois esta senhora (esta que agora vos escreve no
Elite) não tem qualquer argumento contra esta realidade de Verão em que super-heróis e
Indiana Jones (sim, porque o senhor Indy tem obrigatoriamente um estatuto à parte que lhe dá direito a uma categoria individual) invadem os cinemas.
Não há senhoras? Muito bem. Há senhores com fartura? Sim, senhor. Mais importante: a estratégia não me parece propositada. Diria antes que partir para filmes destes é pura e simplesmente uma táctica inteligente. Se as mulheres ficam para trás no casting, o mal parece menor. Que sejam apenas damas em apuros se isso for preciso para termos histórias destas no ecrã.
E agora permito às meninas que passam por este blog que me maltratem. Sim, eu gosto destas coisas dos super-heróis e dos filmes do Judd Apatow sobre amigalhaços machistas. Até podemos ir para os dramas. Também referidos no artigo estão
There Will be blood ou
No country for old men. Se houvesse uma legislação em relação a este tema, a primeira lei diria
"Mulheres não são protagonistas em PTA e irmãos Coen mas são obrigadas por lei a gostar dos filmes". Mas isto seria eu a dizer.
Podem ler o artigo completo
aqui.