Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Um solo a dois

Chama-se The Soloist e é o novo projecto de Joe Wright, jovem cineasta britânico com provas dadas em Orgulho e Preconceito (versão de 2005) e Expiação. Só com a explicação anterior bastaria para deixar um cinéfilo pelo menos com uma pontinha de curiosidade.

A isso juntem o facto de os protagonistas serem Robert Downey Jr., Jamie Foxx e de, pelo meio, haver Catherine Keener num filme com argumento de Susannah Grant, a mesma senhora que trabalhou, por exemplo, nos guiões de 28 Dias e Erin Brockovich e a coisa começa a compor-se.

É sobre um solista de violoncelo cujo rumo se perdeu devido à sua esquizofrenia (Foxx) e sobre um jornalista demasiado envolvido na história (Downey Jr.). Se não entrar no esquema do «filme-sobre-o-coitadinho-que-por-ter-problemas-tem-uma-interpretação-a-fazer-se-ao-Óscar» temos obra. O trailer bem que o faz parecer jeitoso. Vejam aqui em baixo.

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:21
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Spielberg plagiou Hitchcock?

 

Um processo iniciado ontem em Los Angeles pretende colocar na cadeira dos réus Steven Spielberg, a Dreamworks, a Viacom e a Universal. O objecto que levou à acusação é Disturbia, o filme realizado por D.J.Caruso com Shia LaBeouf no principal papel, que vai claramente buscar inspiração ao filme A Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock.

 

A acusação é feita pelos detentores dos direitos da obra It had to be murder, de Cornell Woolrich, que inspirou os dois filmes, e puxa a brasa à sua sardinha alegando que, se Hitchcock comprou os direitos para adaptar o livro, Spielberg devia ter feito o mesmo.

 

Spielberg ainda não abriu a boca para fazer algum comentário sobre o assunto.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:12
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Mais de Bond

 

Já anda à solta o trailer para Quantum of Solace. Traz algumas novidades em relação ao teaser que já tinhamos visto e deixa perceber que, no segundo filme com Craig no papel do agente secreto mais saudável do mundo, vamos ter mais doses massivas de perseguições, violência e tramóias para tramar Bond. Muito bom aspecto, ou não fosse o filme realizado por Marc Forster.

 

Vejam o trailer aqui.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:04
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

E com isto...

...sumiu-se da minha memória o penteado tigelinha de Javier Bardem como Anton Chigurh em No Country for Old Men. O espanhol dá uma entrevista ao Screen Test do NY Times e, meus amigos (ou minhas amigas), olhem que o senhor quando está dento deste espírito Vicky Cristina Barcelona tem um je ne sais quoi de interesse.

 

Comentários femininos à parte, as confissões são engraçadas. Podem espreitar a entrevista aqui.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 15:46
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Domingo, 7 de Setembro de 2008

Aronofsky com Leão

Wrestler foi o grande vencedor da 65ª edição do Festival de Cinema de Veneza. Darren Aronofsky, que já tinha tido em competição The Fountain, levou, desta vez, o prémio máximo mas, como tal (e porque em Veneza o melhor actor não pode estar no filme vencedor), não foi Mikey Rourke a vencer a Taça Volti pelo melhor desempenho.

 

Deixo-vos os dois últimos vídeos sobre o Festival de Veneza. No primeiro, o regresso do veterano Rourke (claramente sob o efeito de drogas ou, pelo menos, com alguma dose de loucura na cabecita). No segundo, os vencedores falam sobre os prémios.

 

 

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 14:03
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Michael Moore estreia na internet

 

Venceu o Óscar de Melhor Documentário com Bowling for Columbine, incendiou os republicanos com Fahrenheit 9/11 e disse que a saúde andava doente em Sicko. Até já viu ser feito um documentário a denunciar a alegada manipulação que costuma praticar nos seus filmes.

Agora, Michael Moore está de volta com Slacker Uprising, um documentário sobre a abstenção nas eleições presidenciais de 2006, em que o cineasta faz uma digressão por 62 cidades para tentar convencer os eleitores que não queriam a ir até às urnas.

 

A novidade é que o documentário, financiado pelo próprio Moore, vai estrear apenas na internet e o seu download vai estar disponível gratuitamente.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:30
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Os treze anos do SAPO

 

O SAPO fez ontem treze anos e, para assinalar a data, os ilustres (não muito) escribas do SAPO Cinema fizeram três listinhas de filmes. A ideia foi eleger os 13 filmes de 2008 até à data e os 13 filmes mais marcantes desde que o SAPO nasceu (feitos em Portugal e lá fora).

 

Ficam aqui os resultados publicados depois de um consenso entre mim, o Gonçalo Sá e o Luís Salvado. Passsem por aqui.

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publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:24
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Veneza: Take 292734

Toca a não desesperar com a enchente de vídeos sobre Veneza.

 

Hoje deixo-vos uma peça com alguns dos momentos embaraçosos nas conferências de imprensa do festival (com George Clooney a rejeitar uma moça vestida com roupa de ginástica e Charlize Theron a dizer que não a um pedido de casamento) e outra sobre Rachel Getting Married, o filme de Jonathan Demme com argumento de Jenny Lumet (filhota de Sidney) e com Anne Hathaway como protagonista.

 

Ora espreitem.

 

 

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:11
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

A cantarolar ABBA

É que não há hipótese. Uma semana de ABBA na cabeça, no mínimo. Aqui fica o artigo publicado hoje no SAPO sobre Mamma Mia!.

 

Sim, é kitsch (eufemismo vulgarmente usado quando o adjectivo foleiro parece assentar mal). Sim, é meloso, lamechas, docinho e mais todas as qualificações que envolvam doses massivas de açúcar. Sim, é estranho ver um elenco de dezenas invadir uma ilha grega a cantar como se estivesse num palco de madeira. Mas sim, é divertidíssimo, ritmado, nostálgico e deixa até o mais cinzentão com o pé a bater no chão e uma incontrolável de começar a cantarolar «Mamma Mia, here I go again». Vamos a isso outra vez. Aos ABBA.

Já foi uma das bandas mais populares e desavergonhadas do planeta. Depois foi promovida a grupo mais piroso com legado na história da música. Agora, parece progressivamente voltar a ser aceite, a estar em voga, ainda que a moda traga quase sempre atrelado o termo kitsch, para não parecer mal. Depois do bem sucedido musical de palco, que não pára de esgotar salas por todo o mundo desde 1999, os ABBA chegam ao cinema em Mamma Mia!,  com Phyllida Lloyd a assinar a realização.

Logo à partida, ter Meryl Streep a encabeçar um elenco confere a qualquer filme um selo cego de qualidade inquestionável e, de facto, a veterana é quase sempre irrepreensível. Depois, juntar Colin Firth, Pierce Brosnan e Stellan Skarsgard como pares masculinos da estrela também é obra e, pelo menos, aguça a curiosidade. E, claro, as músicas dos ABBA, quer funcionem como atracção ou motivo de repulsa, garantem, por uma ou outra razão, muitas pessoas no cinema.

Aqui, o musical é criado a partir de canções e não ao contrário, como na maioria das vezes acontece, e, por isso, foi preciso criar uma narrativa que encaixasse nas letras de Benny Andersson e Björn Ulvaeus. A história reza assim: Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a fazer a longa caminhada até ao altar e, como qualquer noiva de preceito, quer que o pai a guie. O problema é que a jovem não sabe quem é o seu pai, apenas sabe que não tem mãos que cheguem para contar os homens com quem a mãe dormiu e que tem três progenitores possíveis. O drama: convida-os a todos para a boda na esperança de, por algum milagre, descobrir quem partilha o seu ADN.

O perigo de qualquer peça de teatro ou musical adaptados ao cinema é não serem pensados para o grande ecrã e manterem a mesma estrutura que usavam no palco, como se se tratassem apenas de uma filmagem de um espectáculo. A verdade é que, por vezes, em Mamma Mia! sentimos que é bizarro ver aqueles números coreografados numa ilha grega e que é estranho ver Meryl Streep a abrir uma janela para começar a cantar, mas toda a película parece estar tão dedicada àquela envolvência que tais cenários acabam por fazer sentido.

Meryl Streep é o motor atrás do qual a restante caravana se vai movendo, com a novidade Amanda Seyfried a mostrar que tem fôlego para um papel principal, Colin Firth a provar que também sabe fugir ao seu registo habitual de «sou-tão-bem-comportado» e entrar na paródia e Stellan Skarsgard a sair do seu normal circuito independente para fazer um musical. Quanto a Pierce Brosnan, bom…digamos com a voz que tem nunca conseguiria editora para assinar contrato.

Estão lá todos os números desde o que dá o nome ao filme, passando pelo persistente Dancing Queen ou um muito divertido Take a Chance on Me e até um trautear disfarçado de Fernando. Quem não ficar a cantarolar as canções dos ABBA nos dias seguintes que atire a primeira pedra. Confessemo-nos e deixemo-nos de «kitschices»: sim, é assumidamente foleiro mas nós assumimos que gostamos.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 18:07
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Se só pudesse sobreviver um...

 

...que filme deixariam às gerações que estão para vir? Foi esta a pergunta que o British Film Institute decidiu fazer a vários nomes conhecidos mas que estendeu a qualquer visitante do seu site. A ideia é que, daqui a um mês, se faça uma lista com os cinco filmes mais votados e que cada um deles seja exibido na Cinemateca britânica e em outras salas do Reino Unido.

 

Deixo apenas alguns exemplos de fitas eleitas. Juliette Binoche escolheu Sacrifício (1986), do russo Andrei Tarkovski, o realizador britânico Ken Loach optou por Comboios rigorosamente vigiados (1966), do checo Jiri Menzel, e o 007 Sir Roger Moore preferiu Lawrence da Arábia (1962), do britânico David Lean.

 

Podem ver a lista completa associada aos nomes que escolheram os filmes e votar no vosso escolhido aqui. A foto ali em cima diz qual seria o meu legado cinematográfico para a próxima geração.

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publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 15:48
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Diário de Veneza

Vamos aos dias 6 e 7. O final aproxima-se e ainda não se percebe quem vai levar o Leão de Ouro para casa. Nestes vídeos temos "O Senhor da passadeira vermelha" e Natalie Portman.

 

 

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 15:39
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

A morte das pipocas?

 

Mesmo que o artigo só tivesse uma linha, isso não me demoveria de o colocar aqui. É que, assim que li a pergunta "Is popcorn worth fighting for?" no blog da Empire, o autor do escrito, Glen Ferris, ganhou uma fã para a vida.

 

O problema é que a questão que ele coloca não é assim tão disparatada e o seu artigo com marca registada «oh-para-mim-tão-irónico-e-hilariante» acaba por levantar uma discussão curiosa.

 

Podem lê-lo aqui.

 

E os ilustres que por aqui passam, estão do lado pró-pipoca ou anti-pipoca?

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:20
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