O que vale a Quentin Tarantino é que a zona do seu cérebro que lhe estimula recorrentes acessos de loucura, é igualmente responsável pela insana qualidade dos resultados que eles provocam.
O ataque epiléptico desta semana está relatado num artigo de um blog da Variety que lembra, para quem quiser ler, que se trata apenas de um rumor. Mas convenhamos que não podemos deixar passar em branco um boato destes.
Há já algum tempo que Tarantino tem na gaveta de ideias o remake do filme de culto de Russ Meyer, Faster, Pussycat! Kill! Kill! e agora fala-se de um nome possível para interpretar uma das protagonistas. Ora imaginem lá o cenário: Britney Spears (ainda com roupas do sanatório) num filme do realizador de Reservoir Dogs ou Pulp Fiction... Muito arriscado mas a verdade é que Tarantino é senhor para fazer dela uma actriz.
Aguardemos para ver se o diz-que-disse tem algum fundamento.
Sabemos que Tarantino anda em busca dos seus perfeitos Inglorious Bastards e que já sondou Brad Pitt e Leonardo DiCaprio para dois dos lugares. Agora chega a confirmação de alguém que já foi efectivamente escolhido para um dos papéis. O curioso é que o primeiro Inglorious Bastard a conhecer-se não é (muito habitualmente) um actor.
Trata-se de Eli Roth, realizador de Hostel (filme com o nome de Quentin Tarantino na lista de produtores) com pequenas participações como actor nos seus filmes e, por exemplo, em Death Proof, do próprio Tarantino.
Para Roth está reservado o papel do Sargento Donnie Donowitz, descrito pela Variety desta forma meiguinha: "baseball bat-swinging Nazi hunter".
Aqueles que não toleram doses de ternura industriais...
Aqueles que não gostam de filmes de animação que nem sequer deviam ficar presos a um rótulo e, cá entre nós, deviam concorrer à categoria de melhor filme (ponto) em todos os prémios com alguma credibilidade...
Aqueles que não são apreciadores de maravilhas visuais e de talento inigualável para dar vida a criaturas que, à partida, não a deveriam ter...
Aqueles que preferem ficar em casa a ver O Preço Certo em Euros em vez de assistir a uma história ímpar que funciona na perfeição praticamente sem recorrer a diálogos...
Evitem ir ver Wall.E a partir do próximo dia 14. E não é que o sacana do filme é mesmo (mas MESMO) bom!
Uma coisa é certa: apesar de demasiado explícita é difícil encontrar uma tagline mais clara e incisiva do que "If this movie doesn't touch you, go ahead and touch yourself".
Pois é, caros amigos. Chegou a este maravilhoso mundo da internet o trailer de Choke, a adaptação ao cinema de uma das obras de Chuck Palahniuk, o politicamente incorrecto e sempre excêntrico autor de Fight Club. O filme é escrito e realizado pelo actor Clark Gregg, pela primeira vez no papel de cineasta e tem como protagonistas Sam Rockwell e Angelica Huston.
A fita estreou em Janeiro no Festival de Sundance e, na altura, conseguiu arrecadar o Prémio Especial do Júri. Para os mais puritanos, aviso de antemão que Choke é R-Rated (e muito sacana). Ora espreitem lá o trailer.
Diz o jornal The Independent que Hollywood adora os britânicos a baixo custo e que, em tempos de crise, ordenados como os habituais de Matt Damon (pelo menos dez milhões de dólares por filme) ou de Nicole Kidman (17,5 a 20 milhões) são somas proibitivas.
Para fazer frente aos problemas financeiros e aos efeitos nefastos da prolongada greve dos argumentistas, a terra com as letras no monte vem, cada vez mais, ao outro lado do oceano fazer contratações.
Os exemplos de James McCavoy, Tilda Swinton ou Emily Blunt são provas de apostas seguras por parte de produtores americanos.
O The Independent relata a batalha entre grande estrela/salário astronómico; actor promissor/cheque menos avultado num interessante artigo que termina com uma lista de possíveis combates nas mesmas categorias. Uma boa leitura para o Domingo aqui.
Assim lhes chama o The Guardian. O "lhes" refere-se aos fãs que todos os anos invadem San Diego para a Comic Con, a maior convenção de aficcionados de BD e de arte popular do mundo. O encontro já terminou, é certo, mas é a ele que devemos muitos dos mimos que a blogosfera publicou durante o período em que decorria.
O interesse do artigo prende-se com o facto de ser um balanço de um festival que é muito mais do que uma montra de novidades. À distância de um oceano e de várias culturas, o britânico Jeremy Kay, faz uma premente observação escrita sobre esta reunião que mereceria um estudo sociológico e, mais importante, explica porque é que os geeks nunca estiveram tanto na moda.
P.S.: Não gosto de rótulos como o que utilizei na frase acima mas como, desta feita, a designação surge para elogiar, deixei passar a incoerência.
Podem ver o artigo completo aqui.