Domingo, 6 de Abril de 2008

Uma lapdance e uma dentadinha



Só me sinto na obrigação de dizer que esta tagline é do mais brilhante que tenho visto nos últimos tempos. Sinto que já tinha passado por isto em qualquer lado mas como já não me lembro bem onde recupero o assunto.

Ora espreitem lá.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 00:44
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Sábado, 5 de Abril de 2008

Hulk: Depois da amostra, uma um bocadito maior

E aqui fica uma bela featurette (sempre achei este termo um pouco tonto) sobre o novo Hulk. O potencial está lá e, claro, temos actor. Isso nunca esteve em causa.

Tic-tac...tic-tac...

Vejam aqui.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:24
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Faltava "A" estreia da semana...



Coeurs
, de Alan Resnais, deixa ofuscados quaisquer outros filmes que se atrevam a estrear na mesma semana. Andava desde quinta-feira para escrever sobre ele mas queria ter mais do que cinco/dez minutos para o fazer. É agora.

Alan Resnais é, no que à periodicidade da sua criação diz respeito, um Daniel Day-Lewis da realização. Fica uns anos a marinar e quando volta arrebata o seu público. Provavelmente Coeurs vai ser visto por muito poucos espectadores mas merecia ser exibido para, pelo menos, suficientes pessoas para criar um culto de adoração à sua volta. Não que seja o filme das nossas vidas mas é tão gratificante ver a dedicação com que o realizador se move, ver o cuidado e estratégia que aplica a cada plano, que, nunca, mas nunca, parecem gerar artificialidade, que Coeurs ficará decerto na memória de todos os que o decidirem ver.

Estamos em Paris junto a seis protagonistas numa busca incessante por amor (que não é lamechas, nem aborrecida e que, sendo desesperada, não é obssessiva). Cada uma das personagens é um protagonista, nenhuma se sobrepondo à importância da outra, e cada cena é uma encenação digna de teatro sem que, como dizia ontem este jovem, se torne num "teatro filmado" (esta semana, isso é com o Sleuth).

Não vale a pena desvendar muito mais deste filme do mesmo senhor que fez Hiroshima, meu amor a não ser para deixar no ar algumas das imagens que vão, sem dúvida, deixar marca se passarem pelo cinema para assistir a Coeurs.

1. A neve em Paris. A neve como ponto de viragem.
2. O ultra-religiosa quando em ambientes públicos que se torna artista porno em momentos de maior privacidade.
3. O cenário fantástico que é o bar onde Dan (Lambert Wilson) afoga os seus desgostos e onde Lionel (Pierre Arditi) serve bebidas. Não há um assim em Lisboa porquê?
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 12:42
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Hellboy II: Novo trailer

Eis que chega um novíssimo trailer para o filme de Guillermo Del Toro a sair lá para o Verão. Parece uns passos acima do primeiro. Adoro os monstros deste senhor.

Podem ver tudo aqui.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 21:22
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Jack Bauer só há um



A premissa, ainda que já usada, é inspirada. Pegar num cenário, num único episódio e mostrá-lo através de vários pontos de vista, cada um acrescentando informação ao anterior.
Aqui somos transportados até Espanha, durante uma passagem do Presidente dos Estados Unidos, e assistimos a um atentado. A ver - e a servir de intermediários para contar a história - estão os seguranças do chefe de estado (Dennis Quaid e Mathew Fox), uma equipa de televisão (com Sigourney Weaver no papel de uma realizadora muito pouco credível), um turista (Forest Whitaker), uns quantos terroristas e, claro, o alvo do atentado (William Hurt).

Com um elenco tão promissor e uma ideia com um potencial tão bom em mãos, é fácil ficarmos cabisbaixos com o resultado. Não que seja desastroso - embora se esqueça rapidamente, a acção é eficaz - mas acaba por se perder a partir da altura em que torna Dennis Quaid num wannabe Jack Bauer e um Opel Corsa num ferrari todo-o-terreno.

É que, meus amigos, o formato pode inspirar-se em 24 (é saudável que o faça) mas Bauer e os seus "son of a bitch" são insubstituíveis.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:17
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U2 numa cadeirinha? Prefiro a coisa real

Que fique claro que sou adepta desta recente vaga 3D que por aí anda. Nova oferta é sinónimo de alternativas e, meus amigos, é disso que a malta gosta. Só acho que, de certa forma, naturalmente, ainda se apalpa terreno com receio de que o público rejeite a oferta. U2 3D é uma dessas experiências. Tem mais potencial do que aproveitamento. Assim, como se apresenta, fica a milhas da "real thing".
Abaixo ficam umas notas mais completas.

Foram sete concertos, 100 horas de filmagens e 18 câmaras 3D. No fim, um concerto de rock com lugar sentado, numa sala escura sem espaço para exaltações. O espectáculo é dos U2, em 3D, com óculos que nem sempre favorecem a figura de quem os usa. A tecnologia parece ter vindo para ficar mas serão os concertos o objecto mais adequado para fazer com que os espectadores queiram ter o novo acessório da moda?

É a maior produção digital 3-D filmada ao vivo. O título não pretende enganar. Sim, U2 3D é um filme com direito a exibição nos cinemas. Sim, U2 3D não é um documentário. Sim, U2 3D é apenas um concerto. A banalidade do conceito é, no entanto, interrompida pela nova febre da sétima arte: a versão 3D das coisas.

Entramos para ver Bono e os seus actuar ao vivo, num concerto que, para os mais distraídos, pode parecer único mas que, surge neste formato depois de terem sido filmados espectáculos que passaram por sete cidades.

A banda aceitou o desafio dos irmãos Modell, família de pioneiros da tecnologia 3D digital no desporto, donos do estúdio 3ality e fãs assumidos da banda irlandesa, impondo apenas uma condição: os concertos filmados teriam de ser na América do Sul, o local onde Bono acreditava ter à sua espera o público mais caloroso.

Assim foi. Câmaras analógicas no lixo e 18 câmaras digitais espalhadas em cima, dentro, à volta e atrás do megalómano palco, som surround 5.1 e um mês para filmar tudo o necessário. À recebê-los tinham estádios a rebentar pelas costuras em metrópoles como a Cidade do México, São Paulo, Santiago do Chile e Buenos Aires. A comandar as operações, uma realizadora que sempre acompanhou os telediscos dos U2, Catherine Owens e Mark Pellington, senhor que, por exemplo, dirigiu o documentário sobre os Pearl Jam, Single Vídeo Theory.

A técnica foi peculiar. Num dos concertos filmavam-se apenas planos abertos, outro era dedicado aos close-ups. A certa altura, percebeu-se que havia a necessidade de mostrar a relação entre os membros da banda e invadir o seu próprio espaço para conseguir o efeito. O palco passou a ser cenário para os profissionais da câmara.

Técnica à parte, a set list inclui alguns dos mais emblemáticos temas dos U2, como Sunday Bloody Sunday, um Where the streets have no name que incita a saltar da cadeira de cinema e um Miss Sarajevo sem Pavarotti mas com o público a invadir o ecrã em total estado de hipnose.

No entanto, um concerto editado tem destas coisas. Para os que estiveram na passagem da Vertigo Tour por Alvalade, será fácil perceber que estes U2 no cinema não são os mesmos que nos visitaram. Bono pouco interage com o público, o alinhamento das canções não é dos mais brilhantes e, claro, o concerto é mais curto do que deveria. Também o atrevimento com os efeitos 3D pouco passa para lá das imagens no concerto e das letras nos créditos como se, a medo, se estivesse a testar um público ainda pouco habituado a estas andanças.

Depois de Beowulf, estreado em 2007, e do recente Hannah Montana and the Miley Cyrus, U2 3D entra para a lista de estreias a três dimensões naquele que, aparentemente, é um boom candidato a moda.

Ficam no ar muitas dúvidas sobre se será um espectáculo musical o melhor objecto para experimentar o 3D no cinema. Com óculos, sem cantorias nem saltos, mesmo que Bono estenda a mão até nós, a experiência concerto pode sair prejudicada.

Talvez a anunciada versão 3D de O estranho mundo de Jack seja a prova definitiva de que o público português precisa para aderir ao novo e muito requisitado acessório de moda a desfilar nas próximas colecções.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:14
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Sleuth: Michael Caine e Jude Law em trocas amigáveis

Deu-lhes para isto. Fazer um remake destes é um risco assumido e a equipa não conseguiu ser bem sucedida. Apesar de tudo, continuo a gostar dos dois (por umas razões mais de Caine do que de Law, por outras na relação contrária). Aqui fica o artigozito habitual directamento do sítio de sempre.

Já o tinham feito em Alfie e agora repetem-no em Autópsia de um crime. Os papéis que um dia pertenceram a Michael Caine são agora oferecidos a Jude Law. Desta vez Caine só troca de lugar e contracena com o seu sucessor numa adaptação de um filme de 1972. Chama-se Sleuth, em português Autópsia de um crime, e leva-nos até uma casa cheia de obsessões e invejas. Dois homens no centro de um mútuo e calculado crime (jogo) passional.

À primeira cena deste remake é facilmente perceptível a actualização no tempo. À entrada de uma isolada mansão, na ponta da tecnologia, está um consideravelmente caro automóvel. Um segundo, bem menos apresentável do que o primeiro, é-nos mostrado através das câmaras de vigilância da pomposa casa. Estas são as escassas imagens exteriores.

A visita é Milo Tindle (Jude Law), um jovem actor no desemprego que toca à campainha para conversar com Andrew Wyke (Michael Caine), um homem abastado e escritor de best-sellers policiais. A casa reflecte as posses do dono. A conversa deverá servir para Milo convencer Andrew a divorciar-se da mulher, recentemente fugida com o actor de ascendência italiana e, às primeiras vistas, parece estar a resultar.

Wyke apenas impõe uma condição: o amante tem de conseguir manter o estilo de vida luxuoso de Maggie - a mulher - e, como tal, deverá seguir à risca um plano fraudulento que o dono da casa engendrou e que, de acordo com o que está agendado, deixaria Tindle com jóias suficientemente valiosas para fazer uma exposição num museu. Por detrás da encenação há uma vingança latente que depressa vem ao de cima e que fará de Sleuth uma espiral de chantagens, jogos físicos e psicológicos e crimes perfeitos (ou nem tanto).

O filme resulta da ambição de Jude Law, aqui no papel de actor/produtor, que tinha o desejo, também latente, de recriar a peça de teatro de Anthony Schafer levada ao cinema por Joseph L. Mankiewicz em 1972. Law convidou o prémio Nobel da Literatura Harold Pinter para reescrever um guião, insistiu com ele para aceitar o convite e acabou por conseguir adicionar o seu nome aos créditos. Depois, falou com Michael Caine, que interpretava o papel de Milo ao lado Laurence Olivier na primeira versão da fita, persuadiu-o a trocar de papel – desta vez para o de Andrew Wyke – e a contracenar com ele. Para a realização, veio Kennet Branagh, director de Henry V e do Frankenstein de 1994 com Robert De Niro.

Com este Sleuth de 2007, assinala-se a segunda vez que Jude Law interpreta um papel anteriormente desempenhado por Michael Caine (o primeiro foi em Alfie). Mas, fazer um remake de um filme tão aclamado acarreta sempre o risco da desilusão. O original tinha sido nomeado para quatro Óscares, incluindo duas nomeações para melhor actor para os protagonistas e uma para melhor realizador na pessoa de Mankiewicz, com justa causa. Afinal, era uma encenação teatral transposta para o ecrã de forma exímia.

Esta segunda forma não consegue estar à altura da inspiração. Algumas esquizofrenias e encenações a mais e o drama arrisca-se a cair no exagero. Grande parte do filme vista através do sistema de vigilância de Wyke e a minúcia visual passa a ser desgaste estético. Mesmo a força de Michael Caine parece perder-se no meio de um personagem que perde coerência à medida que inventa subtilezas de personalidade (diferentes das existentes na versão de 1972).

Quanto a Jude Law, talvez tenha apenas querido satisfazer um capricho seu: (re)produzir um filme protagonizado por si próprio, rodear-se de nomes sonantes e poder dizer que não é só uma cara perfeita. E ele é mais do que isso.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:10
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

The Office com spinoff



Em equipa que ganha não se mexe. Pode não ser bem desta forma que se usa a expressão no futebol já que, cada um em sua casa, de futebol não percebo grande coisa mas terá sido esta máxima que levou a NBC a decidir fazer um spinoff da série The Office.

Apenas se sabe que a ideia teve luz verde e que o projecto será oficialmente anunciado numa conferência de imprensa por estes dias. Sabe-se também que está a ser trabalhado um piloto.

Agora, quem vai seguir como estrela do spinoff? Em quem apostam? Voto no detestavelmente adorável Dwigh Schrute.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 20:02
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Terça-feira, 1 de Abril de 2008

Os 50 mais na televisão

Lembram-se da votação que a Empire estava a levar a cabo junto dos seus leitores sobre quais as melhores séries de televisão de sempre?

Pois, as primeiras cinco são estas:

1. The Simpsons
2. Buffy, the vampire slayer
3. The Sopranos
4. The West Wing (Os homens do Presidente)
5. Lost

Continuo a não me sentir em condições para eleger as minhas mais que tudo televisivas. Prefiro não entrar em conflito interior nem rejeitar produtos de qualidade para privilegiar outros.
Pode ser que um dia acorde para aí virada.

Podem ver as cinquenta eleitas aqui.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 20:58
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Um prémio por ter ganho um prémio



Foi isso mesmo que recebeu o homem que, a esta distância, já podemos dizer ter imortalizado a frase "Call it". Javier Bardem recebeu ontem um prémio surpresa do Sindicato de actores espanhóis por ter recebido o Óscar de melhor actor secundário em Los Angeles.

Já a XVII gala do sindicato parecia ter terminado e Jorge Bosso, o director do grupo, subiu ao palco, não para a habitual foto de família, mas para chamar Bardem. O intuito era reconhecer e homenagear o sucesso que o espanhol tem tido com o papel de Anton Chigurh em No country for old men.

Manias de actores para actores...
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 20:43
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Uma aula de cientologia



Depois de David Lynch e da sua meditação transcendental, vamos poder ter por cá mais um daqueles encontros em que todos querem ver a pessoa e pouco querem saber sobre o que vão ouvir.

Pois é, meus amigos, a fonte é segura, Tom Cruise vai estar em Portugal a convite do Lisbon Village Festival para uma conferência sobre Cientologia. Ao que parece o actor apenas aceitou o convite impondo uma condição: não responderá a perguntas sobre a sua carreira ou sobre a sua (mais do que exposta) vida pessoal.

Temos de dizer que a notícia da presença de Susan Sarandon fica ofuscada com esta. Pelo menos curiosos não vão faltar. O local do encontro ainda não está confirmado mas supõe-se que será um recinto maior do que o local habitual em que o festival decorre (o S. Jorge).

Sei que vamos ouvir grandes barbaridades sobre uma suposta convenção intergaláctica no Havai, mas há alguém que resista a ir?
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:11
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Tabelinha de estreias

Em dia das mentiras, o Cinema Notebook e seus compinchas de crime na tabela de estreias garantem não ter defraudado as estrelas do habitual quadro.
O realizador do mês é Roland Emmerich (se isto fosse um prémio seria mal atribuído) e, como tal, esta vossa amiga teve de optar pelo estilo "escolher o menos mau". Não que me fascine mas, porque acho que foi mais sovado do que merecia, escolhi O dia depois de amanhã. Voltamos no próximo mês.


publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 08:11
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