Domingo, 27 de Janeiro de 2008

Rendition: "É a minha primeira tortura"



As imagens de Abu Ghraib correram o mundo. Soldados americanos abusavam de prisioneiros iraquianos, indo contra muitos dos seus direitos. É sabido que a política dos Estados Unidos em relação aos prisioneiros suspeitos de terrorismo não é meiga.

Rendition chega-nos nesta onda cinematográfica pós-11 de Setembro e destaca-se com um dos exemplares a recordar. Sem moralismos nem discursos políticos aborrecidos, a história de um egípcio casado com uma americana que foi preso secretamente e torturado sem demais explicações é-nos revelada através de um olhar crítico e angustiante.

Douglas Freeman (Jake Gylenhaal) é um analista da CIA que, depois do seu superior ter morrido durante um atentado no norte de África, se vê a obrigada a assumir o lugar de chefe. Ali, terá de assistir aos métodos de interrogatório menos correctos do mundo aplicados num egípcio residente nos EUA há 20 anos, casado com uma americana e com um filho nascido lá. Anwar El-Ibrahimi (Omar Metwally) foi detido secretamente quando chegava aos Estados Unidos depois de uma viagem. Os seus registos foram apagados do voo, a sua mulher não foi informada e ele, simplesmente, desapareceu no ar. Dali foi levado para uma pequena prisão africana onde é interrogado das formas menos simpáticas que se possam imaginar. A medida está contemplada na lei americana e chama-se Rendition. Autoriza detenções secretas a suspeitos de terrorismo.

A acção desenrola-se então entre o norte de África, onde Douglas tenta perceber que raio métodos andam a ser usados, e os solo americano, onde a mulher de Anwar (Reese Witherspoon) está bem grávida e procura pelo marido e onde Corrine Whitman (Meryl Streep), a senhora ruim e manda-chuva da CIA faz os possíveis para encobrir a situação.

Rendition mostra não só o ponto de vista americano mas também as angústias do outro lado. Critica os métodos e chama a atenção para o tipo de veracidade que se retira de um interrogatório forçado. Tudo isto, sem lições de moral nem sermões políticos em cenários bem estudados e demarcados entre si. A escuridão da cela, o brilho dos escritórios e o azul das dúvidas de Freeman.

As boas interpretações de um elenco de luxo que junta Jake Gylenhaal, Meryl Streep, Alan Arkin e Reese Witherspoon ajudam a que Rendition não passe despercebido no meio desta onda de thrillers políticos.

O ainda chocado Douglas Freeman assume em tom irónico, a dada altura, que aquela é a sua "primeira tortura". Se conseguirem um espacinho no meio da chuva de estreias da semana, passem por um cinema e deixem-se torturar também.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 14:03
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O bonzinho maltratado, o sacana com pinta e um comboio atrasado



Em 1957, Delmer Daves realizava um western sobre a captura de um famigerado bandido e sobre a escolta para o levar até o comboio das 3:10. Cinquenta anos depois, James Mangold (realizador de Girl, Interrupted e Walk the line) deu-lhe nova vida e provou que os westerns ainda podem sobreviver no século XXI. Não será filme para constar dos livros de cinema mas merece, com todo o mérito, umas três estrelinhas bem gordas.

A verdade é que ter Christian Bale, Russell Crowe e Peter Fonda no mesmo cartaz resultou em cheio. O primeiro, porque nunca faz más escolhas e porque será difícil vê-lo num pobre desempenho. O segundo porque, curiosamente, foi preciso chegar um western para que ele saísse do registo heroico/dramático (não que os dois coexistam sempre) a que nos habituou. E fá-lo com muita pinta.

Russell Crowe é, então, o bandido Ben Wade. Procurado por todas as autoridades e temido por todas as populações, o fora-da-lei cruza-se com Dan Evans (Bale), um agricultor de família que um dia foi o melhor atirador da sua brigada.

Endividado até ao pescoço e perante a oferta irrecusável de 200 dólares, Dan decide participar da escolta que levará Ben Wade é ao comboio que tem como última paragem a prisão de Yuma.

A viagem é atribulada, com tiros, mortes e bandidagem da mais old school. Até que o relógio marque as 3:10, vai jorrar muito sangue e o espectador deverá deliciar-se com a airosa sacanice do bandido protagonista e com as mágoas recalcadas do agricultor virado xerife.

Para os que viram a versão original, a surpresa não será muita mas este novo 3:10 to Yuma mostra que, de facto, os cowboys estão em voga e que podem sobreviver num século em que a sua imagem já não é tão reconhecida quanto isso.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 13:40
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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

O 22º vai chamar-se...



...Quantum of Solace. Será este o título para o novo filme da saga James Bond. O The Guardian analisa a escolha ironizando de forma interessante:

"It might have sounded all right with the prefix "Harry Potter and the..." but as the standalone title for a Bond movie it's not exactly Goldfinger."

Para os que, neste momento, estão a googlar a expressão para perceber de onde vem, poupo-vos o trabalho. É ó título de uma short story de Ian Fleming.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:40
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O muito falado Cloverfield: Um monstro à antiga

Claro que não podia faltar. Depois de tudo o que se disse e da simpática antestreia em ambiente bizarro, aqui ficam algumas ideias sobre Cloverfield e sobre a campanha de marketing à sua volta.

Os últimos meses foram passados a tentar perceber o que seria Cloverfield. No início não havia nome, apenas confusão. Depois foi mostrado o monstro. A cabeça da Estátua da Liberdade rolava e a handycam nervosa fazia lembrar O projecto de Blair Witch. Hoje chega finalmente às salas de cinema o filme que tanto burburinho causou. Obra artística, experiência de entretenimento ou óptima campanha de marketing, as opiniões podem divergir. A certeza é que todos já ouviram falar de Cloverfield.

O conceito é do mais simples que há: um monstro de proporções titânicas ataca Manhattan e o espectador acompanhará uma história de sobrevivência de um grupo de jovens cuja noite de festa foi interrompida pela infeliz criatura. Melhor, o espectador não acompanha. O espectador torna-se num desses jovens já que todo o filme é apresentado através da lente da câmara de um deles.

A premissa é tão linear quanto isto e vai de volta aos tempos em que um filme com um monstro deixava as mãos suadas agarradas à cadeira e em que os saltos eram involuntários.

É um blockbuster na sua mais pura condição, feito com um baixo orçamento e que prova que nem sempre é preciso gastar milhões nem investir em novidades técnicas mirabolantes para dar ao público o entretenimento pretendido. Talvez para isso tenha contribuído a inteligente campanha de marketing a que temos assistido em todo o mundo. Deixou milhares obcecados com o que seria este projecto de J.J. Abrams (criador da série Lost) e fez com que muitos seguissem as pistas e engendrassem teorias no espaço virtual. Primeiro, especulou-se sobre o nome do filme. Nos cartazes lançados apenas se via uma Estátua da Liberdade sem cabeça e a data de estreia. Depois, o termo Cloverfield começou a rodar pelas notícias de cinema e por toda a rede cinéfila na internet.

Nos últimos tempos, algumas amostras foram escapando. O primeiro clip mostrava apenas uma festa e depois o pânico. O último vídeo deixado à solta mostrava cinco minutos do filme, a cabeça da famosa estátua e uma monstro a passear-se pelos arranha-céus de Manhattan. Com pouco dinheiro, estava construído o caminho para que a ansiedade dos mais curiosos precisasse de ser satisfeita.

Em Portugal, decidiu fazer-se uma antestreia fora do circuito comum. Os convidados ocuparam uma sala no Metro do Terreiro do Paço e experimentaram Cloverfield num espaço semelhante ao de uma das cenas mais cortantes da fita. Foi uma experiência bem ao jeito americano, com filas para entrar e corridas até aos melhores lugares. Durante a exibição do filme, era fácil perceber que a envolvente da sala era um factor com impacte na reacção do público. Não houve cadeira que não estremecesse pelo menos um bocadinho.

Hoje, Cloverfield passa dos mistérios e dos espaços escuros para as salas de cinema convencionais e, se seguir a tendência dos Estados Unidos, vai ser um sucesso de bilheteira. Em terras norte-americanas, teve o melhor fim-de-semana de abertura de sempre no mês de Janeiro.

Para lá da sinopse tão badalada, é curioso atentar nos pormenores. Está lá o olhar intruso, o lado voyeurista. Não falta quem, sem se preocupar com o monstro gigante, filme o cenário com um telemóvel. Há ainda, tal como vimos recentemente em The Host- A criatura, a ideia de que o monstro terá sido criado pelo Homem. Há, finalmente, imagens que imediatamente podem ser associadas à representação de um ataque terrorista.

Por cá, quem comprar bilhete para o ver vai para algo que será decerto entendido de formas muito diferentes. Será uma obra cinematográfica a ser lembrada ou uma experiência de entretenimento na sua mais sincera condição? Talvez faça sentido perguntar se, tal como tudo o resto, também o cinema possa estar a entrar numa era mais interactiva em que o público passará a entendê-lo como uma experiência que começa bem antes do filme e não como uma simples sessão estática.

De Cloverfield, para além deste Godzilla/King Kong dos tempos modernos que atormenta uma história de amor em Nova Iorque, será lembrado o formato. No final, o público sabe que ajudou a construir o monstro e que quase foi atacado por ele.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 11:30
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The Darjeeling Limited: O azul e o amarelo do comboio de Wes Anderson

Depois da revolta no post anterior, sossego agora para vos encorajar a ir ver The Darjeeling Limited. Textinho publicado hoje no sítio do costume.

A última chamada avisa a partida do comboio. É azul e amarelo, indiano e apinhado. Chama-se The Darjeeling Limited e tem o mesmo nome do filme de Wes Anderson. Três irmãos americanos subiram para uma suposta viagem de reencontro espiritual. Reservar lugar neste comboio é viajar com eles até à Índia num percurso hilariante, acidentado e com todas as cores que uma paleta pode ter.

Wes Anderson tem por hábito pegar em relações de amor ou em famílias estranhíssimas e colocá-las em cenários improváveis. As suas cores são inconfundíveis e o seu humor de caminhos invulgares não deixa de mostrar as peculiaridades que lhe reconhecemos. The Darjeeling Limited regressa aos parentescos inacreditáveis e, por um percurso tortuoso de diálogos alucinantes (e alucinados) consegue mostrar-nos o que acontece a três irmãos pouco ajuizados depois de sofrerem a perda do pai.

Depois da família de génios em Os Tenenbaums- Uma família genial e do staff de Steve Zissou em Um peixe fora de água, o realizador decidiu usar as disfuncionalidades de uma família que poderia ter sido normal mas cuja tragédia recente levou a que se desmoronasse.

Wes parece fazer tudo com amigos. Achou que lhe faltava fazer um filme dentro de um comboio e decidiu que, nesta altura da sua vida, seria interessante viajar até à Índia. Então, chamou Jason Schwartzman (actor, protagonista, produtor e um dos argumentistas) e Roman Coppolla e disse-lhes «e que tal se estivéssemos uns tempos em Paris a escrever um guião e depois o filmássemos na Índia?». Assim foi.

O resultado foi a história dos irmãos Whitman. Francis (Owen Wilson), Peter (Adrien Brody) e Jack (Jason Schwartzman) encontram-se um ano depois de se terem visto pela última vez, no funeral do pai. Depois de ter sofrido um acidente que o deixou semelhante a uma múmia, o picuinhas e obssessivo Francis é quem decide organizar esta viagem espiritual pela Índia para que ele e os irmãos possam alcançar a sua própria epifania. O objectivo: chegar ao sopé de uma montanha onde a sua mãe está em retiro.

Mas pelo meio de um comboio apinhado, com empregadas desejáveis e da ingestão de muitos medicamentos as atribulações teriam de ser presença obrigatória. Basta enumerar algumas: o comboio perdido no meio do deserto (sim, a pergunta «mas como é que um comboio se perde?» surge naturalmente); spray pimenta a mais, malas com história familiar e notícias de dramas pessoais que continuam a acontecer na terra natal dos três.

Tudo é apresentado com o toque de humor habitual e todos os pormenores surgem como ingredientes secretos a ajudar ao prato final. Embora não seja novidade no cinema de Wes Anderson, ao longo do filme há notas musicais que vão desde Joe Dassin até aos Rolling Stones. As cores parecem ter sido criadas digitalmente e colocadas ali até que reunissem as condições que ele queria para a sua paleta. As pequenas participações de Bill Murray e Natalie Portman são mais uma prova de que o cineasta adora rodear-se de amigos e que é essa uma das razões para a naturalidade da sua obra. Inesquecível é a química entre os três protagonistas e os seus diálogos pormenorizam até à gargalhada a esquizofrenia de que todos parecem sofrer um bocadinho.

Talvez seja o melhor que Wes Anderson já fez. E, afinal, fê-lo apenas porque queria viajar até à Índia.

Nota de rodapé: Antes da longa-metragem será apresentada a curta Hotel Chevalier, uma espécie de preparação de terreno para o filme que se segue. Nela, será apresentada a personagem de Jason Schwartzman e com ela é possível perceber um pouco do seu desequílibrio emocional. Mas, mais do que isso, Hotel Chevalier introduz elementos que, durante The Darjeeling Limited, vão servir de motivo de riso. Depois desta sessão dupla, a música Where Do You Go To (My Lovely) de Peter Sarstedt vai tornar-se uma potencial candidata à playlist dos mais cépticos.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 11:27
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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2008

A propósito das 7 estreias de amanhã



Repito, sete. A lista é esta: Enfim, juntos; O banquete do amor; Cloverfield; The Darjeeling Limited; Daqui p'ra frente; Rendition e 3:10 to Yuma.

Compreendo que a concorrência seja saudável e que há alturas em que os bons filmes chegam de seguida mas esta realidade torna difícil para o comum dos espectadores conseguir ver todos os filmes a que gostaria de assistir. Afinal, filmes como The Darjeeling Limited, Rendition ou 3:10 to Yuma não vão decerto manter-se nas nossas salas durante tanto tempo quanto o sucesso que Cloverfield promete ser.

Vejamos...Temos na mesma semana a estreia de um dos filmes mais aguardados da temporada com a campanha de marketing mais eficaz desde há muito*; o novo filme de Wes Anderson que é um dos seus melhores trabalhos e uma obra a não perder; um remake de 3:10 to Yuma com duas estrelonas de Hollywood e um filme que entra na discussão sobre os abusos dos norte-americanos junto dos supostos prisioneiros terroristas (fui avisada de que vale a pena vê-lo).
Não esquecer que na sombra destes grandes está o filme português de Catarina Ruivo. E o cinema português não tem espectadores.

Talvez fosse razoável tentar agendar as estreias para semanas diferentes e, sinceramente, não sei se esta concorrência não traz mais prejuízo do que lucros às distribuidoras. Mas isso sou só eu. Se tiverem de escolher dois e dois porque eu não consigo escolher, recomendo sessões de The Darjeeling Limited e Cloverfield.

* Estive ontem na original antestreia que a Lusomundo organizou no Metro do Terreiro do Paço e gostei deste filme que, mais do que uma obra cinematográfica, é uma experiência manipuladora (no bom sentido do termo).
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 20:34
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Este é duro de se escrever



Heath Ledger tinha 28 anos. Foi Casanova, soldado, cavaleiro e cowboy. Foi o cowboy Ennis Del Mar que lhe valeu os aplausos de todos. Agora, todos esperavam pela sua recriação do Joker e todos falavam dela. Infelizmente, falarão ainda mais. Heath Ledger foi encontrado morto em casa ontem à tarde junto a alguns comprimidos. Supõe-se que a causa da morte tenha sido overdose.

Era um dos actores mais promissores da sua geração. Caminhava para uma carreira notável. No pouco tempo que exerceu a profissão deixou papéis para serem lembrados.

Vamos vê-lo pela última vez em The Dark Knight no papel do vilão Joker. Algo me diz que ele vai ser imortalizado nessa imagem...e não é só pela exibição surgir a título póstumo.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 08:32
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Óscares: As nomeações



No que a estas histórias de nomeações diz respeito, gosto sempre de começar pelo que me salta à vista depois da primeira passagem pelos nomeados. De relance apetece-me dizer que faz falta uma nomeação a Tim Burton para melhor realizador (vi ontem Sweeney Todd e há que reafirmar a genialidade do senhor). Apetece-me dizer que não entendo o porquê do Julian Schnabel estar nomeado para melhor realizador e O escafandro e borboleta não surgir na lista de melhores filmes estrangeiros. Apetece-me ainda frisar que já esperava muitas nomeações para Atonement. É bem ao estilo da academia, é consistente mas, ainda assim, na opinião desta vossa cara amiga, não chega para ser o melhor filme.

Opto por não fazer uma lista exaustiva dos nomeados. Tentando percorrer as nomeações em jeito de previsão começo pelo melhor filme.

Diria que a estatueta estará entre Atonement (pelo que já referi em cima) e No country for old men (por todos os elogios que tem recebido). Na corrida dos actores é de louvar que, mais uma vez, Johnny Depp tenha sido nomeado por um papel que foge às habituais interpretações nomeadas. Ficaria contente se ele fosse finalmente recompensado pelo que tem feito mas diria que o vencedor vai ser repetente: o mesmo do globo, Daniel Day-Lewis. No campeonato das actrizes, veremos provavelmente ou Julie Christie ou Marion Cotillard a receber o galardão.
Na animação, não só torço por Ratatui e acredito que será o vencedor como também ficaria contente se o visse levar o prémio de melhor argumento original para casa.
Depois há os actores secundários que cada vez mais se confundem com actores principais. Não houve ainda oportunidade para ver No country for old men mas é quase certo que Javier Bardem será um sério candidato mas, aqui pelo Elite, torce-se por Casey Affleck. É fácil perceber a minha devoção ao cobarde Robert Ford em alguns posts que por aí andam.
Do lado das senhoras, apostaria em Cate Blanchett e na sua encarnação de Bob Dylan ou em Amy Ryan e na sua fantástica interpretação de uma mãe perdida em Gone Baby Gone.

Não posso terminar este post sem dizer que é bom ver três canções do Enchanted nomeadas e que Amy Adams deveria estar representada em algum lado. Claro que esta seria a minha vontade mas é fácil entender que nos senhores dourados não há divisão entre drama e comédia/musical e é impossível descartar outras interpretações. São só cinco e a dita menina não teve lugar em alguma delas.

Termino como comecei, a mandar bitaites sobre os realizadores nomeados. Depois de devidamente anotada a ausência de Burton, algo me diz que serão os irmãos Coen a subir ao palco para discursar. Não descartemos, contudo, a hipótese de ver Julian Schnabel sem palavras e com a estatueta na mão. Afinal, foi ele quem levou o globo.

Depois de todas as especulações, dúvidas e votos que aqui vos deixo no Elite, há uma dúvida maior que não pode ser esquecida. Será que vai ou não haver cerimónia? Algures entre hoje e o dia 24 de Fevereiro saberemos.

A lista completa dos nomeados está aqui.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 14:50
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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008

Oliver Stone e Bush



A greve dos argumentistas também afectou Oliver Stone. O realizador estava a preparar Pinkville, um filme sobre o Vietname, e Escobar, um biopic sobre Pablo Escobar mas, visto que os argumentos dos dois não estão prontos e os argumentistas não estão a trabalhar, Oliver Stone decidiu virar-se para um projecto que tinha na calha e cujo argumento estava acabado.

Vai chamar-se Bush e, sim, vai ser um filme biográfico sobre George W. Bush. Todos sabemos da vertente patriótica de Oliver Stone. O seu olhar deverá, por isso, ser muito particular.

Sabe-se já que o actor principal será Josh Brolin e será ele a comandar os destinos dos Estados Unidos no cinema.

Para ficarem com um ideia mais clara do que poderá vir a ser Bush, deixo-vos o que Oliver Stone disse à Variety:

"It's a behind-the-scenes approach, similar to 'Nixon,' to give a sense of what it's like to be in his skin," Stone told Daily Variety. "But if 'Nixon' was a symphony, this is more like a chamber piece, and not as dark in tone. People have turned my political ideas into a cliche, but that is superficial. I'm a dramatist who is interested in people, and I have empathy for Bush as a human being, much the same as I did for Castro, Nixon, Jim Morrison, Jim Garrison and Alexander the Great."
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:48
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

Hitler em "A queda do HD-DVD"

Houve algures alguém com extrema paciência que decidiu explicar a guerra da sucessão para o formato DVD de uma forma airosa.

No vídeo abaixo vão poder ver uma cena de A queda onde Hitler defende o HD-DVD perante os seus colaboradores. Para além de ter a piada intencional, faz uma espécie de revista sobre os avanços e recuos na guerra entre o blu-ray e o HD-DVD.

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publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 11:25
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Tarantino presents

Um biker flick à mistura com os spaghetti westerns de Leone. Parece que será assim o filme de Larry Bishop (escrito, realizado e protagonizado pelo senhor). O importante é que, antes do nome do filme vem a seguinte inscrição: "Quentin Tarantino presents". Se assim o é, a confiança/curiosidade para ver Hell Ride aumentam sem precedentes.

A história é simples. Um grupo de motoqueiros quer vingar a morte de um dos seus e parte numa missão sanguinária contra um grupo rival.

Vai ser mostrado pela primeira vez amanhã no Festival de Sundance. Por agora, fiquem com o poster.



P.S.: Fala-se que, ainda na era "recuperar o grindhouse", Tarantino poderá vir a fazer um remake de Faster, Pussycat! Kill! Kill!
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 10:32
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No Youtube, Michel Gondry

Não é inédito. O Youtube já tinha convidado Oprah Winfrey e Rob Zombie para dirigirem a sua homepage durante um dia. Agora, e durante o Festival de Sundance, será o realizador Michel Gondry a tomar conta da criança.

O senhor responsável por Eternal sunshine of the spotless mind, A Ciência dos Sonhos e, a última aventura ainda não estreada, Be kind rewind, ditará os destinos dos destaques no Youtube por uns dias. É quase como dirigir um jornal mas, em vez de seleccionar notícias, apenas nos apresentará a sua selecção de vídeos.

Vale a pena passar por lá e ir matando a curiosidade. Aqui fica um vídeo em que Gondry se apresenta como curator do Youtube.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 10:15
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