
Não sou uma entusiasta fã da saga Jason Bourne como também não sou uma acérrima (nem nada que se aproxime disso) defensora de Matt Damon.
Não me rendi a
The Bourne identity (MUITO longe disso) e não fiquei de joelhos perante
The Bourne supremacy, embora lhe reconheça o ar fresco que o talento de Paul Greengrass trouxe ao filme.
Assim sendo, segui para
The Bourne Ultimatum sem preconceitos mas também sem superiores expectativas, apesar de alguns burburinhos me andarem a zumbir pareceres positivos.
A verdade é que este Bourne atingiu o ponto que julgo ser o ideial dos envolvidos no projecto e não desilude. A narrativa já não tem muito por onde escapar mas a realização frenética de Greengrass faz o espectador ficar colado ao ecrã e, mais, traz cenas de acção bastante refrescantes de fazer inveja a um James Bond (como aquela em que, durante 20 minutos que parecem muito menores, os protagonistas correm pelos mais tradicionais telhados marroquinos).
Não vamos, com este comentário, embandeirar em arco e comparar Matt Damon a Daniel Craig. Até porque são pontos de partida e estilos muito díspares. Apesar disso, é preciso reconhecer que há, de facto, em algumas cenas de
The Bourne Ultimatum, uma clara inspiração no universo de perseguições/momentos de vulnerabilidade bondianos.
Ainda de referir que há algumas reviravoltas interessantes e que conferem a este terceiro filme uma
rawness bem jeitosa a colocar Jason Bourne no patamar dos personagens
hate them and love them.Nota de rodapé: Não esquecer de que David Straithairn é um
Senhor e trabalha o seu vozeirão de uma forma irrepreensível!