Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

O Band Aid de Bruno

 

No próximo, já se sabe, Sacha Baron Cohen estará de volta, dificilmente com o mesmo impacto do seu último filme, sem Ali G nem Borat, mas como Bruno. Até aqui nada de novo.

 

A notícia tem que ver com a banda sonora do filme. É que, ao que parece, Bruno vai recriar uma espécie de Band Aid que vai juntar músicos de peso parodiando os We Are The World e os Do They Know It's Christmas? do mundo da solidariedade.

 

Aliás, serão, ao que consta, os próprios habitués destas lides solidárias quem dará voz à canção Dove of Peace. Na lista estão confirmados os nomes de Bono e Chris Martin mas fala-se também que a velha amiga de Cohen, Madonna, também fará uma perninha. E, pasmem-se, parece que até os Village People aceitaram cantar qualquer coisita.

 

Isto promete, senhores. Para aguçar a curiosidade fica um espreitadela na letra da canção:

 

"For people of Africa who live in hell/They will never wear Chanel.”

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 08:50
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

49 canções

São 49 e abrangem filmes que vão desde Australia (a propósito, tive oportunidade de o ver esta manhã e gostei muito)a High School Musical 3. Falo da lista de canções candidatas às nomeações para os Óscares. Por mais surpreendente que possa parecer, é mesmo High School Musical 3 quem vai à frente na lista com um total de 11 nomeações. Vamos a ver quem se sai bem.

 

Podem ver quais são todos os candidatos a candidato aqui.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 15:53
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Fora com a banda sonora

 

Foi desclassificada. Já não está na corrida. Nada de prémios. O drama aconteceu com a banda sonora de The Dark Knight porque a Academia não ficou suficientemente convencida de que James Newton Howard e Hans Zimmer teriam composto mais de 70% do trabalho.

 

Isto porque os dois compositores, talvez por solidariedade, listaram mais três compositores na ficha técnica. Desta forma, Alex Gibson, Mel Wesson e Lorne Balfe foram adicionados para que, de acordo com Zimmer, recebessem os mesmos privilégios que os dois principais.

 

Apesar de o trabalho aparentemente pertencer a Zimmer e a Howard, o Comité de Selecção decidiu por maioria desqualificar a banda sonora.


Off Topic: Vou zarpar amanhã para Espinho, até ao Cinanima e, como tal, é provável que este estaminé fique fechado para balanço até Domingo.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 22:02
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Domingo, 19 de Outubro de 2008

Sem rodeios...

A melhor coisa que a música portuguesa pariu nos últimos...

 

...não me atrevo a lançar um número concreto de anos para o ar.

 

 

O concerto de ontem na Aula Magna foi a prova disso.

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publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:56
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

O cinema na orquestra

 

Chama-se Lisbon Film Orchestra e vai estrear-se na nossa capital em época natalícia. A missão: levar até palcos portugueses músicas usadas no cinema que fazem parte do vasto imaginário colectivo que é o dos fãs da sétima arte.

 

A ideia não só é pioneira em Portugal como parece ser um motivo para levar a ver um concerto de uma orquestra um público que, de outra forma, não o faria. É que a Lisbon Film Orchestra tem a particularidade de se dedicar às bandas sonoras no universo cinematográfico e vai trazer na bagagem temas como os do nosso Super-Homem, do pequeno Harry Potter ou dos clássicos Indiana Jones, E.T. e Star Wars. A acompanhar a música vão estar imagens alusivas aos filmes.

 

É já em Dezembro que vamos ter oportunidade de ver os 80 músicos, entre profissionais e alunos de diferentes instituições, em palco, dirigidos pelo maestro Nuno Sá, do Teatro Nacional de São Carlos.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:59
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Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Outra forma de...fazer um tema para 007

 

Chama-se Another Way to Die e já tem um selo associado. É a música que abrirá o próximo filme da saga James Bond. Ao longo dos últimos meses muito se especulou sobre quem seria o músico (e/ou) a banda a assumir a responsabilidade de criar um tema para Quantum of Solace, com uma lista que juntou os nomes de Amy Winehouse (a praticamente falecida), Mark Ronson (o produtor britânico da moda) ou os Duran Duran (velhinhos mas enérgicos).

 

Pois a especulação chegou ao fim e a notícia não se limita a anunciar quem vai fazer o tema visto que a canção já está prontinha a usar. A dupla é improvável mas junta duas metades de qualidade indiscutível: Alicia Keys e Jack White, sendo que a música foi escrita e composta pelo membro masculino (salvo seja) dos White Stripes.

 

Esperamos uma outra forma, não de morrer, mas de superar o fraquinho You know my name de Chris Cornell. Acho que a tarefa vai ser fácil.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 15:00
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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

Carmensita Portman

O namorado de Natalie Portman, o músico americano criado na Venezuela Devendra Banhart, decidiu vestir a sua mais que tudo de princesa indiana e colocá-la no seu mais recente teledisco, Carmensita.

 

Deliciem-se com o vídeo bem ao jeito de Bollywood (se Bollywood tivesse um parafuso a menos) e com Portman a mostrar porque é que é, de facto, uma estrela.

 

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:10
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Sábado, 12 de Julho de 2008

A vadiar pelo CCB

Este é um daqueles posts que fogem ao tema a que, por hábito, costumo tratar nos rascunhos que aqui vou deixando. E, para quem segue o Elite, é fácil deduzir que, para não ser sobre cinema, este post deve tratar algo de muito especial. Acertaram.

 

O pequeno mas formidável Camané, e os extraordinários pianistas Bernardo Sassetti e Mário Laginha juntam-se hoje no Grande Auditório do CCB para um espectáculo único a que chamaram "Vadios". A conversa com os senhores foi deliciosa e deu para ficar com uma ideia do que promete todo o espectáculo.

 

Duvido que ainda haja por aí bilhetes à solta mas, se os encontrarem, não percam a oportunidade.

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:53
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Sábado, 31 de Maio de 2008

Go back to black!

 

Por motivos subjacentes à profissão que escolhi, ando em labuta no Rock in Rio. Desde início que o cartaz não me agradou, salvo pontuais excepções, mas sempre tive vontade de entrar na maratona (a bem da verdade, diga-se que é dura) pela experiência profissional. Vontade de correria, monte acima, monte abaixo; de entrevistas; de relatos sobre concertos. O primeiro dia foi ontem e, apesar do cansaço nocturno, correu bem...

 

Agora, o que não correu bem foi um dos pouco concertos que eu tinha vontade de ver. Ela nunca tinha cá posto os pés, não se sabia se poria. Até ao último minuto conjecturei sobre se ela ia falecer a caminho de Lisboa, ainda em Londres ou em pleno concerto em cima do palco. Tinha quase a certeza de que ela poderia falecer. Mas Amy Winehouse continua viva. Deu um mau concerto mas continua viva (dentro do espaço que o conceito de vida tem na presença de uma criatura como ela).

 

Chegou com quase uma hora de atraso, deu cinquenta minutos de concerto, tropeçou em palco, estava afónica e cambaleou enquanto bebia um valente copo de vinho. Se formos a ver, nada disto é muito surpreendente. É a coisa dela. É o que ela faz.
Mas é pena que ela esteja a passar de cantora genial que infelizmente se mete nas drogas a profissional incompetente gozada por todos porque se mete nas drogas.

 

Volta Amy! Nós concedemos o perdão se não caires e cantares como só tu sabes!

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 12:01
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Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Demasiado genial para não se divulgar

Quem me conhece sabe que tenho especial carinho pelos holandeses mas não é a nacionalidade da banda que me leva a colocar aqui este post.
A banda é, de facto holandesa, chama-se Kraak & Smaak, mas o que interessa para aqui é o teledisco da música Squeeze Me. O realizador desta pequena obra-prima é Andre Maat.

Para quem gosta de flipbooks ou para quem, no geral, gosta de ver trabalhos que dão um trabalho daqueles, passem por aqui.

P.S.: Há-de chegar o dia em que vou conseguir fazer um reportagem com uma passagem destas.
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publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 15:09
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

A nova voz para o tema de James Bond



Tentem lá adivinhar. Voz mais adequada ao universo não há. Nada mais nada menos do que Amy Winehouse com o sempre prestável Mark Ronson como apoio musical.

A cantora já começou a trabalhar no tema na casa de Ronson em Oxfordshire para o tema que abrirá Quantum of Solace a estrear em Outubro próximo. O último a cantar para Bond foi Chris Cornell no genérico de jogatana que tinha Casino Royale. A música chamava-se You know my name.

E com isto apercebo-me de que fechámos um dia de temas light no Elite Criativa. Não, prometo que não vou mudar a linha editorial do estaminé.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 20:06
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Hoje vale a pena fazer uma pausa no cinema

Só mesmo para falar do concerto de ontem. No entanto, não posso deixar de dizer que um dia ainda vamos ouvir falar de David Fonseca, o cineasta. Ou pelo menos, ele tem potencial para isso. Mais logo volto ao meu terreno habitual da sétima arte.

Deixo-vos o artigo que deve estar agora no sítio do costume e convido-vos a converterem-se à religião David e Rita. Como diz Nuno Markl nas promos aos seus programas na Antena 3, "quem ouvir é sexy".

Ele diz nunca saber como começar e estar sempre na dúvida para onde vai mas, ontem, num Coliseu dos Recreios hipnotizado, não houve incertezas quando David Fonseca encenou a sua existência e cantou todos os “eus” que já teve. Foram duas horas e meia para despir o David revivalista, o David criativo, o David contador de histórias e, surpresa geral, o David agente secreto.

A cortina no palco não sobe com o início. Desce. À vista, um webisódio de David Fonseca em tamanho gigante explica que aquilo de que ele gosta é da viagem. Diz não ter pressa para chegar e não saber muito bem por onde começar. E depois, veste-se de Mariachi. O Coliseu pergunta-se – as surpresas foram tantas que, ao longo da noite, a pergunta foi constante – «o que vai entrar em palco agora?». O Boa Noite Lisboa no écrã, abre as luzes para uma banda de Mariachis.

A seguir, o homem da noite, desdobrado, repartido, nos olhos de todos e a dar tudo o que tem, canta 4th Chance. Tinha começado a mega-produção de David Fonseca, com vídeos preparados, bailarinos escondidos, histórias prontas para contar, covers alucinadas e uma viagem sem pressas (tal como ele gosta) pelo mundo de alguém que já foi muitas pessoas e que ontem se assumia em pleno, completo, apenas uma.

Para além, de Superstars, assobiado em coro pelo público e depois de contado o processo de fabrico de uma música que «começa por ser simples, depois fica complexa e depois volta a ser ideal para o carteiro cantar», a plateia teve direito a quase todas as canções do álbum mais recente, Dreams in Colour mas também a muitas surpresas bem encenadas desde há semanas.

Ouviram-se Kiss me, oh kiss me, a «canção da senhora da limpeza», ou This raging light que, a meio, deixa de ter apenas David Fonseca no palco para ser acompanhada por bailarinos de vestuário 90’s e movimentos bem apropriados para um bar de drag queens.

Em conjunto com um público que tinha feito o trabalho de casa, o actor/realizador/músico cantou Our hearts will beat as one ou, costas contra costas com Rita Redshoes, Hold Still, a música que David diz ser uma das suas preferida «para tocar ao vivo».

A razão: a menina dos sapatinhos vermelhos que o acompanha ao piano e que tinha feito a primeira parte do concerto num registo a que David chamou de «encantamento generalizado». O público mostrou que, embora ainda não cantarolasse para além dos singles desta muito portuguesa Dorothy, não esteve apenas à espera de David e que esta era dourada de Rita vai durar. Mas Rita Redshoes não quis ofuscar o homem da noite.

De volta a David, «Lá de longe» veio Rocket Man, e todos quiseram ir até ao espaço.

Mas claro que o artista sempre habituou os seus seguidores a cantar o que, ao longo dos tempos, lhe ficaram na memória e, ali, na noite que era a sua, não podiam faltar as habituais covers. E foram muitas. Algumas foram apenas um aperitivo para uma das suas músicas entrar a seguir. Recorde-se a entrada que Space Oddity de David Bowie fez para I see the world through you ou a prólogo que Still loving you dos Scorpions foi para Kiss me, oh kiss me.

Houve ainda as que foram cuidadas e demoradas. Para saborear. Para a versão de Song to the siren de Tim Buckley, cairam luzes do tecto e David ilumou-se com um projector. A devoção à década de oitenta foi escrita com uma fulgurante, e muito bem recebida, passagem por Video killed the radio star à mistura com The eighties e, para homenagear a década de 90 ou anos mais recentes, David sentou-se ao piano e cantou com um tom fúnebre «as músicas que costuma ouvir na rádio». Assumiu o papel de Spice Girls e cantou If you wanna be my lover, foi Britney Spears e interpretou Toxic, vestiu-se de Nelly Furtado e transformou-se em Maneater, e acabou com aquela que ele diz ser uma «das melhores músicas que tem ouvido» na pequena caixa, Umbrella de Rihanna.

Pelo meio, os webisódios iam marcando primeiro, segundo, terceiro e quarto acto. Sempre contando bocadinhos de David, nem sempre o David músico, de vez em quando o David revivalista ou o David menino.

A passagem da noite foi, sem margem para dúvidas, a encenação do seu sonho de ser agente secreto. Sempre que se ouvia a expressão «agente secreto», a típica e curta banda sonora marcava o compasso. David diz que aquela música sempre o perseguiu mas, foi aqui, que passou também a perseguir todos os que estavam no Coliseu. O espectáculo deixou de ser apenas o seu para passar a ser interactivo. A prova: alguém grita «AGENTE SECRETO!» e, no palco, a banda acciona a música em questão.

As duas horas e meia acabaram com o retorno ao início, passando por Angel song (a primeira que escreveu) e fechando com Give a little respect e muitos corações de papel em voo pelo Coliseu.

Não foram precisas as pancadas de Molière para se perceber que este não foi apenas um concerto. No Coliseu dos Recreios, em noite de Sábado, David Fonseca encenou, viajou, chegou ao destino e fechou o teatro em grande estilo. Agora vai para outras bandas fazer o que prometeu num dos seus vídeos. Porque só lhe «resta recomeçar outra vez».

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 10:24
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