Quarta-feira, 9 de Maio de 2007

A respeito dos críticos: Uma opinião bastante válida nestes dias de Spider-Man

Que verdadeiro impacto têm os críticos nas receitas dos filmes? Serão os profissionais da imprensa especializada apenas uma necessidade (mais para a indústria do que para o público)?

Estas são algumas das questões levantadas por um artigo no FirstShowing.net que, por ocasião da estreia de Spider-Man 3, decidiu incitar ao debate.

O que se argumenta é que, mesmo que toda a crítica seja desfavorável a um filme, desde que o público tenha a sua própria opinião sobre ele ou uma motivação especial para o ir ver, não são os escritos que o vão impedir. O caso da aranha é crasso: não há UMA crítica positiva mas, ainda assim, as receitas de bilheteira são algo de gigantesco.

Na maioria das vezes, muitos dos blockbusters de Verão são arrasados pela crítica mas continuam a levar às salas mais espectadores do que todos os outros filmes ao longo do ano. Afinal, é também por isso que são blockbusters.

A tarefa de analisar um filme será sempre um acto revestido de uma subjectividade difícil de igualar por outro tipo de recensão assim como será também sempre uma tarefa ingrata, já que, os diferentes olhares acabam por chocar em interesses, motivações e admirações.

Transcrevo, para terminar, uma frase contendo uma metáfora utilizada pelo autor a respeito das críticas de cinema ( não muito poética mas bastante curiosa):

"It's like speed limits, without them, we'd all crash and it would be mayhem, but with them, we hate them and wish they weren't there."

Podem ver o artigo completo aqui.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:27
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1 comentário:
De Paulo Figueiredo a 10 de Maio de 2007 às 13:35
Por um lado não posso deixar de concordar consigo, uma vez que a opinião da imprensa dita "especializada" consegue de facto influenciar a forma (sublinho "a forma")como se irá ver um filme, comprar um CD ou um livro. No entanto, no caso de filmes como o Spider-Man 3, O Pirata das Caraíbas ou o Shrek, as opiniões dos críticos pouca influência terão porque são como que filmes obrigatórios de se ver, ou pelo menos, foi essa ideia que a publicidade e claro o sucesso das prequelas conseguiram fazer passar.
Acredito que certos filmes sobrespostos nos media tenham tendência para conseguir atraír mais público, mas em determinados casos, mesmo sem essa exposição o sucesso de bilheteira será garantido. Relembro, no entanto, o filme The Fountain que teve uma razoável exposição mediática e nem por isso foi bem recebido pelo público, problema acrescido pela fraca distribuição nos cinemas, que na região da grande Lisboa apenas 2 (!!!) salas exibiram o filme.
Outro exemplo interessante é o 300 que foi publicitado e falado em quase todo o lado (e em alguns casos como um filme de fiel recriação histórica da batalhas das termópilas!) e após várias semanas continua a encher salas de cinema.
Portanto, só para concluír, penso que não são bem os críticos a influenciar a afluência do público a determinados filmes, mas sim a sua exposição mediática marcada pela estratégia de marketing da produtora do filme em questão.

Melhores cumprimentos,
Paulo Figueiredo

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