Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

Valsa com Bashir: Trauma documentado e animado

 

 

O realizador Ari Folman não parece ser a mais afável criatura e não aprecia as luzes da ribalta mas nada disso importa porque, da sua experiência traumatizante, decidiu fazer uma obra para recordar. Folman é um antigo soldado israelita, recrutado para combater na primeira Guerra do Líbano, cujas memórias desses tempos permaneciam difusas. Isto até ele procurar companheiros de combate, recordar as suas experiências e, pelo caminho, perceber que a sua espécie de amnésia em relação àquela altura se devia ao facto de sofrer de stress pós-traumático.

 

O soldado/realizador decide então dar um pontapé no estado psicológico e fazer uma terapia com forma cinematográfica que acabou por resultar numa fita extraordinária.

Valsa com Bashir é então o relato desses episódios no seio do conflito que, tal como faz um bom documentário, coloca o cineasta a procurar os intervenientes no seu ambiente mais familiar e a fazer com eles uma regressão até àqueles dias de terror. Para além disso, tem a particularidade única de ser um filme de animação criada de raiz.

 

Esta é um dos motivos que torna Valsa com Bashir uma obra tão especial. Foi nomeada à Palma de Ouro em Cannes e recebeu uma ovação de 45 minutos no mesmo festival. Desde aí, tem corrido o mundo e arrebatado tanto prémios como elogios. Tudo isso é justo.

 

Assistir a Valsa com Bashir é mais do que comprar bilhete para uma simples sessão de cinema. É ir até ao conflito e sentir na pele o que os soldados sentiram com a companhia de imagens tão fascinantes quanto perturbadoras e algumas cenas de “pesadelo” que só a animação permitiria. É por isso que a animação não é aqui apenas um capricho. É um recurso que torna Valsa com Bashir, um filme perturbador, marcante, e que ataca o espectador com aquela sensação quase extinta de que está verdadeiramente a ver algo de novo.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 14:40
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1 comentário:
De Nuno Cargaleiro a 6 de Janeiro de 2009 às 18:07
Convite Red Carpet

Após as filhoses, bolo rei e champanhe, nada melhor do que uma nova edição da Red Carpet para entrar no ano em grande!

Começamos mais um ano que se mostra melhor ainda que o anterior. Bom cinema, e com certeza com algum menos bom, mas acima de tudo, grandes emoções a serem vividas nas salas portuguesas.

Com esta edição chegamos também a um ponto que, muito provavelmente, nem percebiamos que lá estávamos a chegar. Sendo esta a edição de Janeiro, muitos já perceberam que a próxima edição será comemorativa! Um ano de vida da Red Carpet! Mas deixemos as comemorações para a edição que vem… por agora, aproveitemos em pleno esta edição que está cheia de bons conteúdos! Vejam por vocês mesmos! E não tenham receio de opinar sobre a revista, ou qualquer outro conteúdo no nosso site!

http://revistaredcarpet.com/

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