Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

O Bond mais duro

O ritmo dos últimos dias aqui para estas bandas tem muito que ver com a velocidade em que decorre a indiscutível estreia desta semana: 007, Quantum of Solace. O tempo não tem abundado, a energia vai-se sumindo com o sono que não é posto em dia mas ainda há uma réstia para fazer tudo o que vai faltando. James Bond, é claro, não podia passar despercebido. Fica aqui o artigo sobre o filme que está agora publicado no sítio do costume e um vídeo feito para o mesmo estaminé com alguns bons momentos da saga.

 

Já lá vão 22 filmes desde que 007 - Agente Secreto (Dr. No) apresentou ao cinema a expressão feita: Bond, James Bond. Meia dúzia de actores e algumas dezenas de Bond Girls depois, chega-nos 007 – Quantum of Solace, de novo com Daniel Craig à cabeça e, desta feita, com um realizador que, até aqui, se tinha aventurado em universos bem diferentes, Marc Forster. Ainda que comparar adaptações cinematográficas da saga 007 seja uma tarefa mais árdua do que escolher o sabor de gelado de que se gosta mais, atrevemo-nos e dizemos que Quantum of Solace é o mais duro e mais implacavelmente frenético filme da série. Para ficar colado à cadeira, quase não respirar e sentir nos olhos as feridas que este Bond sentiu na pele…à séria.

 

As expectativas em torno de 007 – Quantum of Solace eram elevadas, facto irreparavelmente inevitável a cada tomo que o cinema recebe da obra de Ian Fleming. Neste caso, o que se aguardava era o seguimento de Casino Royale, filme de Martin Campbell que tinha, em certa medida, marcado uma nova era na série, com um novo actor a encarnar um Bond muito personalizado e uma renovação na fita para um tom mais escuro e pessoal.

 

E as dúvidas eram inevitáveis. Seria este apenas um filme de transição a fazer a ponte depois do desgosto amoroso de Bond? Daniel Craig que, depois da estreia de Casino Royale, tinha calado todas as vozes críticas que se tinham virado contra si, estaria de novo em forma? E Marc Forster, cineasta de incursões ultra-imaginativas (À Procura da Terra do Nunca, O Menino de Cabul), seria capaz de domar bem este novo mundo de acção ininterrupta com um toque de classe? As respostas são dúbias: sim e não.

 

Em 007 – Quantum of Solace encontramos o agente ao serviço de Sua Majestade numa luta interior entre a sua sede de vingança - pela morte de Vesper Lynd, única mulher com o condão de atacar o coração de Bond - e o seu dever de agente com ordem para matar.

Com M (Judi Dench) a servir-lhe mais de mãe do que de oficial superior, Bond parte em busca dos que obrigaram Vesper a traí-lo, cruzando-se no caminho do negociante sem escrúpulos Dominic Greene (Mathieu Almaric). Mas a raiva acumulada de Bond coloca em risco a missão que tem em mãos para desmantelar a organização liderada por Greene, sob o nome de Quantum. É precisamente aqui que a teia começa a adensar-se.

 

As obrigatórias Bond Girls, neste caso, Gemma Arterton e Olga Kurylenko, esta última representando uma espécie de equivalente feminino de Bond, não são suficientemente carismáticas e, nesse sentido, não são sucessoras à altura da classe de Eva Green. Apesar disso, o protagonista continua a ser o agente mais duro, cru e cruel na história de todos os 007, com mérito para que muitos digam que é o único a conseguir fazer frente a Sean Connery.

 

Quanto às respostas às dúvidas que se levantavam, sim, este é claramente um filme de transição que não é, no entanto, menor por esse motivo. Pega nas pontas caídas em Casino Royale mas não se fica por aí e gera nova vida a partir do que ficou para trás.

 

Sim, Marc Forster adapta-se bem à nova realidade de explosões e sequências de acção carregadas de stunts, embora construa uma primeira parte demasiado irrespirável que acaba por ser mais um somatório de perseguições filmadas para causar problemas na vista do que uma história sobre um homem enraivecido.

 

Mas descansem os fãs: lá para meio, o ritmo acalma e aquieta também o espectador que deixa de sentir a dor das feridas de Bond para passar a dar mais atenção às que não estão à vista nem sangram. Recorde-se, apenas para registo, que Daniel Craig foi recentemente operado à clavícula e precisa de passar por operações plásticas para remover algumas das cicatrizes acumuladas enquanto fazia de seu próprio duplo.

 

Estará decerto em forma para os próximos filmes que já estão previstos no seu contrato. É que Daniel Craig é mesmo, indiscutivelmente, sem qualquer margem para dúvidas, o novo grande Bond.

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:27
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