Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Prometo que já a seguir...

...vou descolar das conversas sobre O Príncipe Caspian mas, depois de tanto vos aborrecer com entrevistas, teria de vir o artigo sobre o filme. Aqui ficam as notas saídas fresquinhas do sítio do costume.

 

À segunda adaptação cinematográfica, As Crónicas de Nárnia mudaram de tom. Fora com a acalmia de um mundo que é preciso dar a conhecer e com a arrumação de um filme que apresenta personagens. A chegada do príncipe que dá o nome ao filme trouxe mais acção e uma maior negritude. Pela segunda vez, a fita é competente, bem construída mas continua a faltar-lhe aquele je ne sais quoi para ser mais do que um filme de fantasia passageiro. E da Disney esperar-se-ia algo mais deslumbrante do que isso.

Em Londres, apenas um ano se passou desde que os irmãos Pevensie voltaram de Nárnia. Em O Leão, a Bruxa e o Guarda-Roupa tinham descoberto um mundo que clamava por uma profecia envolvendo os seus nomes e tinham sido promovidos a monarcas.

Agora, depois de já se terem acostumado à rotina escolar da capital britânica, Peter (William Moseley), Lucy (Georgie Henley), Susan (Anna Popplewell) e Edmund (Skandar Keynes) dão por si a atravessar uma nova porta de volta a Nárnia. Desta vez, não através de um armário mas dentro de uma estação de Metro. Contudo, a terra que encontram do lado de lá, passou por centenas de anos e muitas guerrilhas que não deixaram sombra de recordação da imagem que tinham guardado.

O motivo justifica o chamamento: um jovem príncipe (Caspian, interpretado pelo actor Ben Barnes), com direito ao trono, é perseguido pelo maléfico Miraz (Sergio Castellitto), que lhe quer usurpar o poder. Nárnia, essa, está em pantanas sem a ajuda do ausente leão Aslan (Liam Neeson) e a sofrer com os constantes conflitos entre raças. E, como manda a lenda, só os quatro juvenis irmãos (aqui um pouco mais envelhecidos) podem vir em socorro para restabelecer a ordem.

O primeiro filme adaptado de uma das séries literárias fantásticas mais adoradas no Reino Unido e em muitos países por todo o mundo, sofreu, talvez injustamente, duras críticas. Embora bem construído e visualmente interessante, as queixas diziam que a O Leão, a Bruxa e o Guarda-Roupa faltava muito para estar à altura do seu correspondente escrito.

Nesta segunda vez, com Andrew Adamson de volta à realização, a película apresenta-se muito diferente. Muito mais activa, com muito mais violência (aliás, contida em muitos momentos para que o filme não excluísse audiências mais jovens) e num ponto de viragem para Nárnia.

Os quatro irmãos, dos quais só regressarão dois no próximo filme, amadureceram e parecem já estar confortáveis no papel de reis. No entanto, o suposto chamariz do filme é o Príncipe Caspian, um mediterrânico e esbelto herdeiro com um sotaque indistinto não muito conseguido por parte de Ben Barnes, actor que a directora de casting, Gail Stevens, encontrou num palco de Londres. É apenas a suposta atracção principal, visto que, para além de Barnes não imprimir à personagem a energia e a convicção de que ela necessitaria, continua a dividir o protagonismo com os quatro manos.

As Crónicas de Nárnia: O Príncipe Caspian não é de todo um mau filme. Longe disso. Os efeitos especiais são deliciosos e tudo está colocado no sítio certo, com as pinças e o cuidado de ordenação que já se detectava na primeira adaptação. Mas o nome do escritor C.S. Lewis (companheiro de J.R.R. Tolkien em tertúlias literárias) e a marca Disney fazem com que as expectativas deixem o espectador ansioso por algo de muito mais mágico. E este Caspian é entretenimento relativamente eficaz que se vê e se esquece logo a seguir.

Há mais cinco livros para adaptar e o seguinte, A Viagem do Caminheiro da Alvorada, já está em preparação sem que, contudo, Adamson volte à cadeira de realizador (Michael Apted foi o eleito). Sem certezas sobre a saga terá o sucesso suficiente para ser levada até ao fim visto que, O Príncipe Caspian não lucrou tanto quanto se esperaria nos Estados Unidos, será sempre possível ir limando arestas de filme para filme.Talvez, pela altura em que o último for lançado, lá esteja o brilho que a saga As Crónicas de Nárnia tem em potência e que ainda não reluziu no grande ecrã.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:50
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1 comentário:
De *...Angel...* a 20 de Julho de 2008 às 14:21
Olá! Já podes ver um blogue, no blogs Sapo sobre As Crónicas de Nárnia!

Visita, comenta e Linka! ;) Espero-te!

http://cronicasdenarnia.blogs.sapo.pt


Beijinhuhs*

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