Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

Queremos ver Wanted? Queremos.

Esta semana temos o Brasil e a banda desenhada a dominar as estreias. Quanto a Tropa de Elite, falaremos mais à frente mas, para já, deixo-vos algumas notas sobre Wanted. Não é a jóia da coroa mas merece a compra de um bilhetinho.

 

No ecrã pode ver-se uma bala curvada ou um carro em voo, saltos entre prédios e assassinos que atiram a quilómetros de distância sem falhar. À mistura, um contabilista rotineiro, frustrado e com um grave problema de ansiedade. Soma-se uma matadora sexy, alguns homens carrascos em cama de efeitos especiais exímios e a receita está pronta. Este é Procurado, uma adaptação de banda desenhada de influências pós-Matrix e acção em ritmo alucinante. Deixemos a seriedade de parte. Esta ficção amplificada não tem ponta de fastio.

A pacatez do escritório contabilístico recheado de colegas sacanas e liderado por uma patroa resmungona é trocada pela adrenalina de uma fraternidade de assassinos sobredotados. A mudança chega um dia, inesperadamente, para Wesley Gibson (James McCavoy), o contabilista certinho, agarrado aos comprimidos prescritos para os ataques de pânico que não consegue controlar e que, afinal, são parte do seu talento especial: aquele dom que faz com que a sua adrenalina suba aos píncaros e lhe dê o olho para arrancar asas de moscas com balas.

A notícia de que a rotina do escritório vai ser substituída pela adrenalina de uma sociedade secreta da qual já fazia parte o seu pai vem sob a forma da matadora fatalmente sensual Fox (Angelina Jolie), que apresenta Wesley ao topo da hierarquia (Morgan Freeman) e inicia a espiral de balas perdidas, treinos com torturas e viagens em cima de comboios.

A história não é inédita. Vem de uma banda desenhada lançada em 2003 com as assinaturas de Mark Millar e J.G. Jones, o mesmo título e, alegadamente, com um nível de violência teve de sofrer alguma contenção no grande ecrã. Ainda que Procurado não seja pêra doce.

Não é mesmo. É uma fita de acção em potência máxima, para não ser levada demasiado a sério, visto que só assim se poderá saborear a sua velocidade estonteante e os seus momentos exagerados - que sabemos bem não terem correspondente no mundo real. Toda esta estrutura é ainda ajudada pelos efeitos especiais ao jeito da saga Matrix, aqui adaptados à preferência que o realizador Timur Bekmambetov tem por espalhafatos que até nem acrescentam muito à narrativa mas proporcionam boas doses de entretenimento.

Com a ajuda do seu aspecto frágil mas rijo, James McCavoy é muito eficaz na dicotomia do seu personagem e, embora reciclando algumas das personagens que já a vimos fazer (em Tom Raider ou em Mr. e Mrs. Smith), Angelina Jolie atira uma bala certeira com o seu desempenho.

Apesar de, para lá do meio da fita, Procurado parecer começar a apostar numa seriedade que não combina com a maioria das suas cenas, seria desonesto dizer que este blockbuster de Verão não é um tiro certeiro no que se pede do género. Nem um momento resta para os olhos vacilarem de sono.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 12:09
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