Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

A Turma de Cantet

Chega esta semana às nossas salas de cinema um filme que garante já entrada directa para o top 10 do ano. A Turma, de Laurent Cantet, venceu a Palma de Ouro em Cannes e pôs a classe dos professores em França em polvorosa.

 

Sobre o filme conversaremos mais detalhadamente em breve mas, por agora, deixo-vos uma conversa com o realizador, que passou por Lisboa há alguns dias e falou aos jornalistas sobre o filme.

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 12:30
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Promoção a fazer-se à nomeação

 

Estamos a aproximar-nos do final do ano, tempo ideal para os estúdios de Hollywood jogarem os seus trunfos mais valiosos. A verdade é que uma boa promoção (em Portugal preferimos chamar-lhe "vender o peixe") nunca fez mal a um filme e, com uma ponta de sorte, até lhe pode valer algumas nomeações para os Óscares. Os candidatos a candidatos são muitos e é preciso entrar na corrida o quanto antes para mostrar quem é o melhor ou, pelo menos, quem melhor sabe mexer cordelinhos.

 

Primeiro, e à frente na fila para entrar nestes post, está a insistência da Disney/Pixar para que Wall-E concorra, não na lista para melhor filme de animação, mas nas nomeações para Melhor Filme. Recorde-se que só A Bela e o Monstro conseguiu chegar aos candidatos nessa categoria. O Elite Criativa faz como o New York Times fez com Obama e apoia a campanha para Wall-E.

 

Já a Paramount está convencida de que Robert Downey Jr. pode e deve receber uma nomeação e até lança duas hipóteses: ou para Melhor Actor pelo papel de Tony Stark em Iron Man, ou para Melhor Actor Secundário em Tropic Thunder. Claro que incontornável é o burburinho que se tem gerado em torno do desempenho de Heath Ledger em The Dark Knight. Convenhamos que, ao contrário do que acontece com as probabilidades para Downey Jr., Ledger parece estar na frente para vencer um Óscar póstumo.

 

Quanto a outros filmes em que ainda não pusemos a vista em cima mas que parecem começar a pôr-se a jeito para a nomeação, podemos listar exemplos como Frost/Nixon, de Ron Howard, The Curious Case of Benjamin Button, de David Fincher (ou muito me engano ou este vai ser uma daqueles «filmes-para-constar-da-galeria-de-obras-cinematográficas-perfeitas-para-Inês-Mendes»), ou Australia, de Baz Luhrman.

 

Cá estarei em pulgas para acompanhar novos desenvolvimentos. Façam as vossas apostas.

 

Podem ver um artigo do NY Times sobre o tema aqui.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 10:05
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

Harry Potter and the Half-Blood Prince - O novo trailer

Quem por aqui me segue já sabe que eu não morro de amores pela saga Harry Potter. Demasiado docinha para o que se pretende. Excessivamente direccionada para um público juvenil quando podia ser muito mais. No entanto, e porque gosto de pluralidade, aqui fica o novo trailer recém-chegado a estas andanças da internet.

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 18:43
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De volta às estrelinhas

Depois de alguns meses de ausência, o Cinema Notebook e seus parceiros no crime voltam à tabela de estreias. Deixo a conversa em dia aqui em baixo.

 

 

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 18:31
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

Cleo, Cleópatra

Um musical, com rock e em 3-D sobre Cleópatra. Quem poderia querer partir para um projecto assim? A resposta: Steven Soderbergh.

 

O realizador já tem um guião (de James Greer, um escritor e baixista) e uma banda indie para fazer a música, os Guided Voices, mas quer protagonistas muito específicos. No papel de Cleópatra, Soderbergh mostrou vontade de ver Catherine Zeta-Jones e, ao seu lado, como o seu amante Marco António, o cineasta quer ter no elenco Hugh Jackman.

 

Vamos a ver como se compõe este filme.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 18:08
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Inovador do ano

 

O Hollywood Reporter atribui-lhe o estatuto que dá entrada a este post e faz um bom e completo artigo sobre ele.

 

Vale a pena dar uma espreitadela neste trabalho sobre o fantástico John Lasseter.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:53
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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

Esta semana não podia ser outro

W. tinha de ser a primeira estreia desta semana ter um espaço reservado no Elite. Porque marca o regresso de Oliver Stone e porque tem, logo à partida, a tarefa mais difícil que o cinema se atreveu a levar a cabo nos últimos tempos: fazer um retrato de um homem sobre quem toda a gente tem um bitaite para mandar. Aqui fica o artigo que está a esta hora publicado no sítio do costume.

 

Entre a fase em que andava perdido no álcool, os tempos de marialva texano e a era em que se tornou um cristão presidente, George W. Bush nunca deixou de ser uma coisa: um fã de basebol. W. é diminutivo para todas essas partes de um homem cujo retrato é quase impossível de se fazer. Oliver Stone arregaçou as mangas, foi até à boca do lobo e fez um filme biográfico sobre o presidente dos Estados Unidos ainda em exercício. Podia ter batido ainda mais no ceguinho mas optou pelo caminho mais difícil (e talvez o mais justo). Chamou-o de estúpido mas não negou as razões que fizeram dele este W., este George W. Bush.

W. chega aos cinemas numa altura estratégica. A mais perfeita para o lançar, diriam alguns, ou a mais arriscada, afirmam outros, para se estrear um filme sobre um presidente de decisões duvidosas, desprezado pela opinião pública e preso por fios a governar um país em transição política.

Mas Oliver Stone não é um homem de medos, já se sabe, e escolheu o momento que lhe pareceu mais assertivo para trazer a público o seu retrato de W.. A história vai desde os tempos em que era apenas um dos filhos de George Bush, passando pelas incursões alcoólicas e pela dedicação à religião e terminando no lugar mais improvável, por teimosia, motivação ou apenas por orgulho: a Casa Branca.

Com o nome de Oliver Stone associado, os burburinhos sobre o quão destrutiva iria ser a imagem de Bush passada no filme não demoraram a aparecer. O próprio Stone admitiu que iria ser uma biografia crítica. Mas, na semana passada, quando W. estreou nos Estados Unidos, a surpresa foi geral. Um jornal de referência usou mesmo a expressão «spooked» para dizer que o realizador se tinha assustado com a tarefa e tinha amolecido o seu olhar crítico.

Por aqui tendemos a achar que ele não se amedrontou, apenas preferiu ir pela estrada mais tortuosa e mostrar que nem tudo é tão linear sobre a estupidez de George W. Bush quanto a estupidez visível de George W. Bush. O mesmo cineasta responsável por JFK e Nixon tinha optado por mostrar o Bush que se engasga com um amendoim, tem enormes ressacas e toma as mais importantes decisões com base em crenças mal fundamentadas mas, ao mesmo tempo, acompanha a sua luta impossível para agradar ao pai e para estar à altura do irmão exemplar e os seus dramas psicológicos agravados com o álcool e ajudados pela religião.

W. é, como sempre na cinematografia de Stone, um exemplo exímio de como movimentar um câmara, sempre com um olhar intrusivo junto de alguém sobre quem toda a gente tem uma palavra a dizer, aqui a oscilar entre as faces de um tonto sem perfil para estar no seu cargo e de alguém que sempre reprimiu as suas verdadeiras ambições e sempre se escondeu atrás de uma máscara que não corresponde à real. É que, no fim de contas, aquilo de que ele gosta mesmo é de basebol.

A suportar o filme há um elenco irrepreensível liderado por um Josh Brolin totalmente em personagem e com interpretações exemplares à sua volta de James Cromwell (Bush pai), Ellen Burstyn (Barbara Bush), Richard Dreyfuss (Dick Cheney) ou Toby Jones (Karl Rove).

Podemos acusar Oliver Stone de parecer ter tido tanta dificuldade em fazer essa pintura de contrastes, de ter lutado tanto para acertar o tom que, em última instância, o lado de compaixão em relação a Bush não parece ao espectador uma marca de honestidade do realizador. Mas isso não tira a W. o mérito de olhar sobre a História quando ela ainda está a ser feita. E isso, só o sem-medos Oliver Stone podia ter feito.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 11:06
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

A TV também abre o apetite

Quando se fala de James Bond e de Quantum of Solace não há quem precise de grandes argumentos para aguçar ainda mais a curiosidade sobre o resultado mas, em caso de dúvida, aqui vai o novo trailer do filme destinado ao pequeno ecrã.

 

 

 

Confesso que ontem, quando li a crítica da Empire, o meu dedo mindinho da mão direita sofreu um ligeiro tremelique. Isto porque o facto de a fita ter sido contemplada com 4 estrelas mas com um discurso que parece tudo menos convencido, não augura nada de bom.

 

Quase consigo voltar atrás uns meses quando a mesma publicação parecia querer tanto gostar de Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull que não quis sová-lo assumidamente mas deixou transparecer no texto o facto de não gostar assim tanto quanto gostaria de gostar (bela uso em série de palavrinhas, hein?).

 

Aguardemos. Pode ser apenas paranóia minha.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 21:40
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Eles são doentinhos...

 

Doentinhos de unhas roídas, sim senhores, mas que já viram Watchmen na totalidade.

 

Parece que Portland foi o local escolhido para acolher o primeiro visionamento do filme de Zack Snyder baseado na obra de Alan Moore. A sessão esteve sujeita a vigilância apertada e os presentes foram obrigados a assinar NDAs (Non Disclosure Agreements). Mas todos nós sabemos que já não se pode confiar em ninguém, não sabemos?

 

(Se pertencerem ao movimento anti-spoilers, fujam deste estaminé de imediato)

 

Pois sabemos.


Temos inclusivamente absoluta certeza disso.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 21:29
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Na feira do livro...

 

...a estrela foi um cineasta. É que Guillermo Del Toro, realizador de Cronos, Hellboy e O Labirinto do Fauno apresentou na famosa feira do livro de Frankfurt a sua primeira incursão no mundo da literatura.

 

Trata-se de uma trilogia sobre vampiros, o primeiro livro tem o título The Strain e já está assegurada a sua distribuição em cerca de 20 países (não, Portugal não é um dos felizes contemplados).

 

Parece que não é só o Hobitt a dar que fazer a Guillermo Del Toro.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:49
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A campanha Downey Jr.

 

No final de um comunicado sobre o adiamento da data de estreia de The Soloist, a Paramount aproveitou para deixar a seguinte nota curiosa:

 

"The studio will now back an Academy campaign for [Robert Downey Jr.'s] supporting role in Tropic Thunder."

 

Sim, boa interpretação. Sim, o senhor regressou dos mortos e é muito bom. No entanto, não cheguemos a tanto, senhores! É que nem vitória nem nomeação. Mas isto sou só eu a pensar alto.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:38
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Domingo, 19 de Outubro de 2008

Sem rodeios...

A melhor coisa que a música portuguesa pariu nos últimos...

 

...não me atrevo a lançar um número concreto de anos para o ar.

 

 

O concerto de ontem na Aula Magna foi a prova disso.

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publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:56
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