Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

O realizador solitário

Foi a Vera que me tirou da ignorância hoje. A mesma que me mostrou pela primeira vez esta maravilha. Agora, há outra novidade.

Isto, meus amigos, é que é fazer cinema independente. Ele auto-apelida-se de The Lone Filmmaker. Podem ver aqui o canal mas o melhor é mesmo verem primeiro o vídeo pioneiro. Só assim perceberão este projecto tresloucado e, no entanto, tão tão saudável.

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publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:04
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Nicole como Dusty

Lembram-se desta?

Agora esqueçam o filme a que ela está associada porque o que importa para aqui é a cantora. Dusty Springfield, cantora britânica, segundo muitas publicações uma das 25 melhores artistas femininas do rock (à mistura com o soul), será alvo de transposição para o cinema.

Quem o garante é Michael Cunningham, argumentista com nome, por exemplo, em As horas. Em entrevista à NY Magazine, o senhor garantiu que será ele a escreveu o guião para o biopic e que, agora a notícia mais quentinha, Nicole Kidman será a protagonista.

Também de acordo com Cunningham, o filme retratará os anos solitários de Dusty em Hollywood, as incursões pela bebida e pelas drogas e a sua sexualidade reprimida até ao momento em que ela morreu com um cancro em 1999.

Estamos curiosos, não estamos?
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:08
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Terça-feira, 29 de Abril de 2008

Depois do aspirador e do íman, o hula-hoop

Não é possível ficar imune a este tipo de teasers. Não há quem, como a Pixar, consiga dar vida a uma coisa tão inanimada como um pedaço de lata.

Depois do clip em que Wall.e se degladia com um aspirador e do vídeo em que se bate contra um íman, vejam esta nova maravilha.

Wall.e e um hula-hoop. Ganharam, senhores da Pixar. Já me vendi a Wall.e.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:40
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O português e a ficção científica



Gosto de alguém que chegue e decida fazer um filme de ficção científica em Portugal. Estar fora do quadrado de segurança da obra de autor muita dada à arte também é produção positiva.

A notícia de hoje é a seguinte. O filme de José Miguel Moreira, Área Protegida, foi seleccionado para a competição internacional do Festival Cine a la Calle, na Colômbia. A curta-metragem conta a história de um jovem de 14 anos que assistiu ao suícidio do pai na mesma casa de onde agora avista o mar mas também a aterragem de um OVNI no areal.

O filme já recebeu o prémio para o Melhor Filme Nacional no Festival de Arouca e pode continuar a caminhada em glória.

É agradável este mundo em que já vai havendo mais do que um ou dois realizadores a quererem arriscar em argumentos diferentes e pouco dados à profundidade dramática. Não que esta última não seja fundamental mas a roda dos alimentos não se faz só de cereais.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 13:56
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Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Coen vão ser mordomos em Veneza

O filme de abertura para o Festival de Veneza deste ano será Burn After Reading, o novo filme dos recém oscarizados Joel e Ethan Coen.

Com as expectativas em alta, depois do hype à volta de No country for old men todas as atenções se viram para os manos no dia 27 de Agosto, dia em que tem início o festival italiano.

Por cá, temos de esperar até Outubro para ver a fita com argumento e realização dos manos e com os nomes de George Clooney, Brad Pitt, John Malkovich, Tilda Swinton e Frances McDormand no elenco.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:12
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Para os que preferiram o sol...

...trago-vos alguns acontecimentos no fresquinho do Indie. Não se esqueçam que dura até ao próximo Domingo.

O sol do fim-de-semana não foi amigo do Indie. Ainda que possa ter roubado alguns espectadores às quatro salas onde o festival decorre, a partir do final da tarde as sessões não davam sinais de que a praia estava boa. Picámos a competição, o observatório e um dos heróis independentes num fim-de-semana que começou na quinta e só terminou ontem com o filme que poderá bem vir a vencer o prémio do público.

Nem um problema menor na projecção de Happy-Go-Lucky (Mike Leigh) que causou uma interrupção abrupta a meio da sessão, impediu a sala cheia (a rebentar pelas costuras) do S. Jorge de continuar em altas gargalhadas. Todos conquistados pelo arraial de cores vivas que Leigh coloca no seu filme e pela história de Poppy (Sally Hawkins), uma happy-go-lucky (alguém que resolve passar pela vida sem dar importância aos problemas) com o condão de passar pelos momentos mais deliciosamente absurdos numa aula de condução, numa aula de flamenco (extraordinária caricatura da professora) ou numa das suas próprias aulas já que Poppy é professora primária. Uma espécie de O Sexo e a Cidade à inglesa com algum significado para extrair. Este foi o filme que, ontem à noite, fechou o primeiro fim-de-semana do Indie. A julgar pelos comentários à saída e pela explosão de gargalhadas, Happy-Go-Lucky é um forte candidato a levar para casa o prémio do público.

Mas o fim-de-semana tinha começado há uns bons dias atrás. Depois das honras de Wong Kar Wai, o primeiro dia de engrenagem no Indie era dia feriado. Partimos para dois filmes na lista competição internacional. O primeiro, The Flower Bridge, da mesma Roménia a ser homenageada na secção heróis independentes, era um documentário sobre Costica e os seus filhos, uma família pobre habitante de uma aldeia com pouco para oferecer. O mesmo com o filme. Pouco progressão, muita circularidade na narrativa. A dada altura, percebemos que estamos a ver uma espécie de diário de pai e crianças, sempre nas mesmas tarefas quotidianas que fazem sobreviver a sua quinta. O retrato social que talvez Thomas Ciulei quisesse mostrar perde-se para um fascínio com a rotina. De retratos sociais já falamos mais à frente.

De seguida, com o cinema Londres composto pelo aproximar da noite, o filme era Argentino e chamava-se El Asaltante. Espectadores atirados para junto de um ladrão bem educado, cavalheiro o suficiente para sorrir e falar calmamente ao mesmo tempo que aponta uma arma. Acompanhamos os desaires de um cleptomaníaco na primeira pessoa sempre de câmara ao ombro, sempre atrás do ombro do vigário. El Asaltante é uma boa ideia concretizada de uma forma pouco inspirada. Falta-lhe uma força maior em todo o filme e não apenas nas cenas mais quentes: as dos assaltos.

Já com o fim-de-semana a meio e depois de uma noite em que o Lux tinha recebido a festa oficial do Indie, a primeira sessão de Sábado no São Jorge mostrou que o cansaço pesava (ou que a praia tinha vencido o Indie). Pouca afluência para ver Johnnie To (e Kei Fung), o herói independente que ontem chegou a Portugal, e o seu PTU.

Ainda assim, nas cadeiras figuravam alguns espectadores atentos para um policial de um dos mestres do cinema de Hong Kong. Usando um exemplo recente, uma Tropa de Elite em versão asiática, com o sempre presente toque de humor (como no momento em que um gangster fica com uma faca cravada nas costas mas sai a correr de um restaurante) e uma violência bem ao género de To.

Mesmo com as altas temperaturas, foi no Domingo que os lisboetas parecem ter ficado rendidos ao Indie. Já se sabia que Happy-Go-Lucky ia esgotar, talvez porque tivesse a assinatura de um cineasta mais reconhecível, mas, por onde andámos à tarde, a mancha humana também não representava uma desilusão.

Ir ao cinema no teatro. Foi o que fizemos no Maria Matos. Vimos um notável documentário de Antoine Cattin e Pavel Kostomarov (The Mother) sobre uma mãe russa, gasta e refém das dificuldades do país, em luta para não deixar ficar mal os seus nove filhos. Sem esquecer os problemas do país, de um poço de dramas, os realizadores conseguem extrair algum positivismo e deixar o espectador com vontade de saber onde e como está hoje a família em questão. Um dos autores, presente na sala, contou que ainda a visitam ocasionalmente e lhe levam comida mas que, aquela mãe, nem se importa com a imagem que o filme passa. Este sim, um retrato social bem construído, fruto do trabalho de três anos.

De volta à Avenida da Liberdade para o penúltimo filme do dia, passámos por Wonderful Town (Aditya Assarat), uma imagem da Phuket pós-tsunami, ainda em ruínas e com uma desconfiança perante recém-chegados que só um enorme trauma podia deixar. Uma história muito bem filmada, quase poéticamente demorada, a deixar um rasto de reflexão sobre os males de uma comunidade em pedaços.

Fechámos na maior sala do Indie o fim-de-semana de maratona mas o festival continua até ao próximo dia 4 e promete continuar a fazer parar a cidade. Hoje Johnnie To e Wai-Ka Fai estarão num encontro aberto de entrada gratuita no Maxime e amanhã o mesmo acontecerá com outro dos heróis independentes deste ano, José Luis Guerín. No próximo Sábado serão anunciados os vencedores e a sessão de encerramento ficará a cargo de It’s a free world de Ken Loach.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 13:52
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Domingo, 27 de Abril de 2008

27 anos depois, o mesmo Indy



Este não é o mesmo "Indie" de que temos falado. É o outro Indy. Com "Y" no final. Indiana Jones. Aquele que nos deixa mortinhos para o ver 27 anos depois do primeiro filme da saga.

Em entrevista ao The Guardian, Harrison Ford, o contido e talvez demasiado encenado Ford, fala dos desafios que Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull lhe trouxe, sobre o que faz dele um ícone no mundo dos heróis (e porque não fica bem em qualquer outra função) e até sobre a família que tem em casa.

A jornalista está tão atrapalhada que deixa passar isso para o texto num misto de admiração e desconfiança de tom extraordinariamente cómico. A seguinte frase é dela (Chrissy Iley) e não podia ser mais apropriada:

"It has been said that it's his ordinariness that is so winning."
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 08:34
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Sábado, 26 de Abril de 2008

As primeiras impressões sobre Iron Man

Julgo que é a primeira crítica a surgir. A Empire dá o seu veredicto a Iron Man.

Não que a crítica seja má mas acho que vamos ser mais risonhos por cá. Espero. Eu vou.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 10:19
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Filmem e Spike Lee dirige



A Nokia lançou um desafio simpático a Spike Lee. Propôs ao realizador que fosse o mestre de cerimónias para um filme (em última instância, promocional) que reunisse imagens filmadas através dos telemóveis de pessoas como eu e vocês.

O filme vai ter três actos e cada um dos temas para o trio de tarefas será anunciado online. Depois disso, há quatro semanas para fazer o vídeo antes de o submeter o seu vídeo à apreciação do cineasta.

O tema do filme deverá devenvolver-se à volta da forma como a música conta a história da humanidade e para chegar aos finalistas, a Nokia escolherá os 25 melhores, o público votará online para o top dez e, por fim, Spike Lee escolherá os três vencedores.

Depois, Lee acrescentará outro conteúdo às imagens enviadas e fará a sua versão final a ser mostrada lá para o final do ano em Los Angeles.

Spike Lee já sublinhou que, com esta iniciativa, estamos a assistir à "democratização do cinema em primeira mão".
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 10:05
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Pagar ultrapassa a barreira?



O documentarista Errol Morris instalou a polémica nos Estados Unidos. O seu mais recente documentário, Standard Operating Procedure, sobre os abusos na prisão de Abu Ghraib, pôs jornais a questionar a sua credibilidade e a sua isenção.

A razão: Morris pagou a alguns soldados americanos pelo "tempo" em que concederam entrevistas para o filme. Talvez a questão não fosse tão empolada se o tema não fosse tão delicado quanto este mas a verdade é que testemunhos susceptíveis de ferir o grande ego americano serão sempre alvo de análises quanto à sua credibilidade.

Para ficarem esclarecidos quanto à minha posição, sinto-me obrigada a juntar-me à causa, porque, com dinheiro nas mãos, é bem possível que a probabilidade de os relatos serem aumentados e/ou distorcidos aumente consideravelmente.

A questão a colocar é se esta regra do não incentivo monetário será aplicável em todo e qualquer documentário com um tema onde se possa mexer sem tantas pinças. Não me parece que a resposta seja linear.

Os meios de comunicação social americanos atacaram Errol Morris e faz sentido que o tenham feito porque estão a rever o caso à luz das suas próprias regras. Em jornalismo não se pagam entrevistas. Ponto. Correcto.

Mas será que o género documentário deve seguir os mesmos princípios? A minha resposta tende a ir para uma coisa do género: "Depende da função informativa que o filme quer cumprir".

E então, pagar ou não?
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:34
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No escurinho do cinema

A expressão do título refere-se à canção de Rita Lee que a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa decidiu levar para a abertura do Indie. Não cantou, mas pegou nos versos e, entre esquecimentos, pôs o S. Jorge inteiro a rir.
Também a rir ficou esta vossa amiga quando percebeu a argolada que tinha cometido. E se a dada altura numa apresentação de um festival, alguém apontasse para a fila onde vocês estão sentados e dissesse "queria também agradecer aos nossos convidados estrangeiros"? Pensamento imediato: "Se calhar não devíamos estar aqui". Ora eu até falo outras línguas mas a materna é mesmo o português.
Isto tudo para vos introduzir (com o atraso que o facto de não ter conseguido parar em casa até agora causou) um artigo sobre a abertura do Indie que deixei ontem no sítio do costume.

«No escurinho do cinema chupando drops de anis»...já dizia a canção de Rita Lee que a vereadora da cultura da Câmara Municipal da capital quis recuperar ontem na abertura do Indie Lisboa. Porque o Indie tem ministros e vereadores mas, mais crucial, muitos e muitos espectadores. Sala esgotada no São Jorge para receber Wong Kar Wai.

Sala cheia, apresentação que deixou mesmo os altos cargos do Estado no espírito do festival e a promessa de que, até 4 de Maio, São Jorge, Fórum Lisboa, Cinema Londres e Maria Matos não vão ter descanso. Porque o Indie cresce de ano para ano, o ministro da Cultura aproveitou para desafiar os directores a se lançarem na distribuição do cinema independente em Portugal. Para uma plateia repleta, disse José António Pinto Ribeiro, «a exibição de uma oferta independente é fundamental».

Mesmo antes da noite de abertura, já o festival se sentia pela cidade. Quem passar pela Avenida de Roma nos próximos dias vai perceber que o Indie anda à solta por Lisboa. Na tarde de ontem, a entrada da bilheteira central, a do Fórum Lisboa, já acumulava uma considerável fila indiana. Alguns ainda perguntavam se sobrava um bilhete para a sessão de abertura, outros agendavam todo o festival, levando a paciência de quem estava a seguir aos píncaros. Não importa. No Indie está tudo bem.

Com o sol posto, o cenário não se alteraria, mesmo com a mudança de local. Na Avenida da Liberdade, à porta do São Jorge, juntavam-se os que, ou por sorte, ou porque eram convidados, tinham conseguido um ingresso para ver My Blueberry Nights de Wong Kar Wai, com Jude Law e Norah Jones nos papéis principais.

Antes do filme, tempo para cartas de intenções. A má notícia: «A Norah Jones, infelizmente, não está cá». A boa nova: «O Indie vai começar já já».

Apenas era preciso fazer falar os directores e o plano de festas seguiria. Miguel Valverde, Nuno Sena e Rui Pereira discursaram sobre as conquistas da «Zero em comportamento», a associação cultural que há cinco anos consegue por de pé o festival. Sobre os heróis independentes deste ano que conseguiram convencer a vir até Lisboa ( Johnnie To e José Luis Guerín). Sobre os filmes que vão deixar os cinéfilos da cidade com problemas de agenda.

Ao podium subiu também a vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, Maria Rosalia Vargas, que teve o condão de conquistar as cerca de 800 pessoas sentadas na sala um do São Jorge. Pediu ao presidente, António Costa, para a dispensar das reuniões porque queria assistir aos filmes do certame, disse que não ia cantar mas decidiu citar a música de Rita Lee. Mesmo com os atropelos da memória, à terceira lembrou-se da letra. Definitivamente, nunca Lisboa tinha pensado aplaudir daquela forma os versos «No escurinho do cinema chupando drops de anis, longe de qualquer problema, perto de um final feliz».

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:28
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Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

A seguir? Woodstock



Terá sido desta forma que Ang Lee decidiu o tema para o seu próximo filme? A verdade - e que saudável que é a sua verdade - é que o realizador adora ser mutante, viajante sem caminho planeado. É difícil prever para onde vai a seguir alguém que faz filmes sobre kung fu, cowboys gays, espionagem sexual ou super-heróis. Para onde vai então Ang Lee?

Para o flower power de Woodstock. O filme deverá chamar-se Taking Woodstock e andará à volta das memórias de um dono de motel que encontrou um sítio ideal para fazer um festival (em Bethel, Nova Iorque) e construiu o caminho até ao lendário ano de 1969.

Lee terá ao seu lado o argumentista James Schamus, que também teve mão nos argumentos de The Ice Storm, Ride with the Devil e Lust, Caution.

Alguém está expectante?

Nota de rodapé absurdamente off topic: A partir de hoje vou mergulhar de cabeça no Indie. Tentarei trazer-vos todas as histórias. Ou as que conseguir.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 15:45
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