Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008

Para ouvir e idolatrar

Todos nós precisamos de ouvir, adorar e ajoelhar-nos perante esta banda sonora...e depois, ouvir outra vez.


E eis que ando a ouvir consideravelmente estes senhores. Depois das passagens na trilha sonora de The Darjeeling Limited e, agora, em Juno, quero mais. Senhoras e senhores, a homenagem do Elite aos The Kinks (foi o único vídeo que arranjei).

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:43
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Mais imagens dos Óscares



Deixo-vos mais uma jeitosa galeria de fotos dos Óscares da autoria da tal Mónica Almeida do NY Times que, mais uma vez, me faz desconfiar da sua nacionalidade. Ou portuguesa ou luso-descendente, digo eu.

A maravilha aqui.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:39
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Depois de Oliver Stone, Ridley Scott



Oliver Stone anunciou, não há muito tempo, que ia fazer uma espécie de biopic sobre George W. Bush e que o protagonista seria interpretado por Josh Brolin (escolha que me custa a visualizar).

Desta feita foi Ridley Scott quem decidiu juntar-se à moda "vamos-levar-os-presidentes-até-ao-cinema". A história em que este último realizador quer pegar não se poderá chamar bem um biopic, é mais um filme sobre uma cimeira de superpotências em Reiquejavique que, por acaso, foi entre Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev, a.k.a. Estados Unidos e Rússia.

Primeiro, e porque é disso que se fala, quem poderá interpretar Reagan? Michael White do The Guardian (que enuncia o artigo desta forma curiosa: "O realizador de Alien vai fazer um filme sobre uma cimeira entre Reagan e Gorbachev") diz que George Clooney é ideal. O seu colega Neil Kinnock diz que ele não é suficientemente alto.

Podíamos ficar por aqui a uma lista de palpites mas a verdade é que, sendo alguém capaz de se transformar, o resultado poderá ser surpreendente. Embora estranhe, acredito que tal feito poderá acontecer com o Bush de Josh Brolin.

Ora, para além disto, há outra coisa que se me apraz dizer. Hoje, durante o reconfortante café a seguir ao almocinho, conversávamos sobre se esta vontade de levar dois republicanos até ao cinema poderia querer dizer alguma coisa e acabámos a falar sobre a mais ou menos recente enchente de biopics. De retratos mais ou menos pacíficos, como os de Ray Charles ou Johnny Cash, os cineastas pegaram na fórmula, aumentaram-na em número mas também em polémica. De A rainha, passando por O último rei da Escócia, até estes guiões anunciados de políticos controversos.

Sucesso garantido ou chatice ideológica?
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:09
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Como já não tenho muito mais para dizer sobre os Coen...

...mas continuo com o sentido de dever social apurado e sinto que tenho de vos incitar a ver No country for old men, deixo-vos algumas frases que acabei de ler na Time Out.

Sendo um formato presente em todo o mundo, a revista desta semana traz um artigo de Geoff Andrew, senhor que falou com os irmãos a respeito da estreia do filme. Acho que tenho de destacar uma do meio do palheiro. Diz Ethan Coen:

"Há algo de fascinante em ver o Chigurh (Javier Bardem) a tirar as meias ensanguentadas".


Depois, na habitual crítica, e porque já não vos quero chatear com as minhas palavras sobre a fita visto que começo a parecer cegamente tendenciosa, a Time Out diz:

"É muito perigoso andar por território dos Coen, mas imensamente recompensador. Até no final anti-satisfação digestiva".

Certíssimo. Não posso fazer mais nada para vos tentar convencer a vê-lo. Calculo que depois das últimas semanas já estarão mais do que convencidos.
Esta maravilha para abrir o apetite. "I got it under control".

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 18:48
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A nova moda depois de Be Kind Rewind

O filme de Michel Gondry estreou há dias nos Estados Unidos mas parece ter colocado na moda o termo "sweding". Não há novidades no conceito. Há muito que assistimos a vídeos de simples fãs a recriar as suas cenas preferidas, ou a reinventá-las como spoofs. No entanto, o facto da personagem de Jack Black o fazer durante o filme tem colocado a expressão em todas as conversas da web.

O Público fez uma peça sobre o assunto. Podem espreitá-la aqui.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 18:41
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As curtas da Pixar

Por várias vezes quis poder sentar-me e ver as curtas a que a Pixar nos tem habituado de uma assentada. Se bem se lembram, antes de Finding Nemo vimos o espantoso Knick Knack. Muitos nunca se esqueceram da música.
Ainda há pouco, antes de saborearmos Ratatui era-nos apresentado Rapinado (não me consigo lembrar do título original).

Mas há outras como The Adventures of Andre & Wally B ou Red's dream.

Era um pecado não estarem reunidas em DVD. São delicadas amostras do que a equipa americana com mais alegria no trabalho consegue fazer e estão ao nível das suas longas. O erro foi corrigido. Hoje saiu isto:

Assim que puder dar um saltinho à lojinha habitual cantará no meu simpático armário dos DVD e os habitantes da maison Telheiras gozarão horas (ou minutos) de animação suprema.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 18:26
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

De volta do Fantas...

...mas com regresso anunciado. Voltei esta manhã do Porto, depois de uma passagem de médico pela abertura do Fantas. Para que não digam "ah e tal, entao mas alguma vez um festival se mede pela noite inagural", eu aviso que voltarei à Invicta, se tudo correr bem, na sexta-feira.
O Fantas, diz-se, é o festival de cinema em Portugal com o espírito mais fiel e com a maior quantidade de público reincidente. Isso nota-se a cada passo (embora o aparato de ontem dificilmente envolva o comum dos espectadores).

Há anos que combino e descombino idas ao Fantas mas nenhuma delas tinha chegado a concretizar-se. Cheguei, finalmente este ano, ao Fantas acreditada como jornalista (e o anúncio deste pormenor tem um propósito) e fui muito bem tratada. É para isso que serve este post. Para dizer aos senhores de alguns festivais (não me refiro apenas a eventos cinematográficos) de Lisboa que sigam o exemplo da descontracção que se vive no Fantas. Informação disponível, organização pronta para falar, acesso a tudo o que seja requerido pelo jornalista e simpatia nortenha como só a malta de cima sabe ter.

E eu pergunto. Não é muito mais simpático fazer com que um ajuntamento deste pareça um encontro de amigos ao invés de parecer uma gala de pessoas supostamente muito importantes? É, sim senhores, e o Fantas parece fazê-lo muito bem.

Tenho o programa todo sublinhado nos fins-de-semana, com riscos particularmente agressivos nos filmes que quero mesmo ver. Se for é mesmo exclusivamente para esse efeito: devorar compulsivamente filmes. Esperemos que este planeamento não sofra alterações.

Deixo-vos a reportagem que fiz para o Sapo.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:30
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Uma boa prenda

Há pessoas a quem devia ser oferecido este livrinho. Assim de repente, consigo lembrar-me de pelo menos uma dúzia...



Na Primavera de 1996, uma revista americana muito respeitada -- a Social Text -- publicou um artigo com um estranho título: «Transgredir as fronteiras: rumo a uma hermenêutica transformativa da gravitação quântica». O autor, Alan Sokal, apoiava as suas divagações em citações de intelectuais célebres, franceses e americanos.

Pouco depois, revelou que se tratava de uma paródia cujo objectivo era atacar, pela sátira, o uso inadequado de terminologia científica e as extrapolações abusivas das ciências exactas para as ciências humanas. De um modo mais geral, Sokal pretendia denunciar o relativismo pós-moderno, segundo o qual a objectividade é uma mera convenção social. A questão desencadeou um aceso debate nos meios intelectuais, tanto em França como no estrangeiro.

Neste livro, os autores reúnem e comentam alguns textos que ilustram as mistificações físico-matemáticas de Lacan, Kristeva, Irigaray, Latour, Baudrillard, Deleuze, Guattari, Virilio e Bergson, mostrando que, afinal, por detrás de um jargão imponente e de uma aparente erudição científica, o rei vai nu.

À atenção de todos os assumidos intelectuais que não conseguem falar/escrever para as pessoas normais.



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publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 17:12
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Ah grandes Coen! Faltou o PTA...

Como tradicionalmente, a noite de ontem foi de levante. A surpreender apenas as vitórias de Tilda Swinton e Marion Cotillard. A merecida confirmação para os Coen, para Daniel Day-Lewis e para Ratatui e a ausência de reconhecimento para Paul Thomas Anderson. Agora, depois de ter dormido umas quatro horitas, deixo-vos um artigo com o balanço da noite e vou de partida para o norte. Os dias são de cinema e mais logo começa o Fantas.

 

A Academia reuniu-se e anunciou os sortudos vencedores. Os irmãos Coen foram os senhores da noite com direito a honras para melhor filme e melhores realizadores por Este país não é para velhos. Haverá Sangue levou duas estatuetas mas o cineasta Paul Thomas Anderson saiu de mãos a abanar. No departamento dos actores, todos os oscarizados têm uma particularidade: não são americanos.

No Kodak Theatre, a noite não foi de grandes surpresas nem de grandes números. O grande vencedor da 80ª edição dos Óscares levou para casa quatro das principais estatuetas e deu aos realizadores e argumentistas Joel e Ethan Coen a recompensa por Este país não é para velhos.

A fita, que chega a Portugal apenas esta semana, venceu nas categorias de melhor filme, melhor realização, melhor argumento adaptado e ofereceu a Javier Bardem o prémio para melhor actor secundário pelo trabalho como um sociopata assassino. Os irmãos Coen discursaram à sua maneira, de forma descontraída, e arrancaram algumas gargalhadas da plateia.

A vitória de Daniel Day-Lewis confirmou as apostas na categoria de melhor actor e somou uma das conquistas para Haverá Sangue de Paul Thomas Anderson. A fita, que era uma das favoritas da noite, terminou apenas com dois Óscares: o de melhor actor e melhor fotografia. Este ainda não foi o ano do realizador de Magnólia.

No campo dos actores, as vitórias poderão ser entendidas como um gesto de maior abertura por parte da Academia visto que, nenhum dos premiados é americano.

O inglês Daniel Day-Lewis recebeu o prémio para melhor actor das mãos da rainha, Helen Mirren, e a francesa Marion Cotillard recebeu a estatueta para melhor actriz por La Vie en Rose, representando uma das poucas surpresas numa categoria que muitos apontavam como certa para Julie Christie.

Do lado dos actores secundários, para além do espanhol Javier Bardem, foi Tilda Swinton a subir ao palco para discursar. A britânica dedicou o prémio ao seu agente que disse ser igual à figura do homem dourado que tinha na mão.

Para Juno, tal como aconteceu no ano passado com Little Miss Sunshine, estava reservada a distinção para melhor argumento original. A ex-stripper e blogger Diablo Cody fez aquele que foi o agradecimento mais emocionado do serão não esquecendo de fazer referência “à sobre-humana Ellen Page” pelo seu desempenho no filme.

Ratatui foi, como todos esperavam, o melhor filme de animação e colocou Brad Bird a agradecer a “todos os sonhadores que apoiaram um rato que sonha”.

Da parte de Michael Moore não houve discurso aceso já que, na categoria de melhor documentário, foi Taxi to the dark side a vencer. Os responsáveis pelo filme sobre os métodos de interrogatório norte-americanos não perderam a oportunidade para criticar a actual administração do Estados Unidos mas não da forma efusiva a que o realizador de Sicko nos tinha habituado.

A conduzir a 80ª cerimónia dos prémios da Academia esteve um estável Jon Stewart que começou a abertura da festa com uma frase a respeito do final da greve dos argumentistas: “A luta acabou. Esta noite, são bem-vindos ao sexo de reconciliação”.

80 cerimónias depois foram entregues as 24 estatuetas e o Óscar honorário, num ano em que, a fechar o habitual vídeo in memoriam, esteve a imagem de Heath Ledger acompanhada pelo som dos aplausos de toda a plateia.


  Podem ver aqui a lista completa dos vencedores
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 11:27
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Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

A miúda do cachimbo



Faltava-me ver Juno. Colmatei a falha no fim-de-semana e saí da sessão convencida. Se fosse membro da Academia, no entanto, estaria longe de votar nele para melhor filme.

De facto, as comédias politicamente incorrectas, que olham para uma situação complicada de um prisma menos usado são uma boa alternativa aos formatos já saturados e Juno é o exemplo máximo de como trazer quilos de originalidade a uma história que já vimos contada mil vezes.

Por esta altura já todos devem saber mas eu faço questão de vos relembrar. Juno é uma miúda de 16 anos do mais invulgar que já se viu por aí (será difícil encontrar-lhe uma correspondente real) que, por obra do destino, engravida de um geek.
Sim, o acontecimento é dramático, mas a explosão das notícias é encarada da forma mais tresloucada por esta adolescente que gosta de Iggy Pop and the Stooges. Primeiro tenta abortar mas, pelo caminho, encontra a activista anti-aborto mais ridícula que o cinema já criou. A asiática demove Juno da ideia. Depois, sem qualquer dúvida, acha que a melhor hipótese para o rebento que carrega é ser criado por um casal de yuppies riquíssimos. Ela (Jennifer Garner) aborrecida, cheia de regras e com um relógio biológico em contagem decrescente. Ele (Jason Bateman), o equivalente masculino e trintão de Juno, rebelde preso na rigidez da mulher que secretamente ouve Sonic Youth.

Os pais de Juno, são mais a ajudar à delícia. Brenda (Allison Janey) é a madrasta cool que dá tareias a radiologistas emproadas. Mac (J.K. Simmons) é o pai a encarar a situação da forma  "já-que-isto-está-feito-vamos-lá-para-a-frente" e a dizer coisas como "Hey, big-puffy version of Junebug" ao ver a filha entrar com uma barriga maior que ela.
Não esquecer Paulie Bleeker (Michael Cera, um dos da troupe de Judd Apatow), um geek apaixonado e em estado de transe, sem perceber bem o que lhe está a acontecer.

Juno é um desenrolar de cenários pop (do telefone em forma de hamburger aos calções de Bleek), de uma banda sonora escolhida a dedo e de textos do outro mundo que servem de motor ao filme. Ellen Page é fenomenal a encarnar esta miúda bizarra de cachimbo em punho. A merecer algum Óscar seria este e o de argumento original (o último acredito que vai levar).

Saí da sala preenchida, ainda em estado de riso com este retrato suburbano da típica adolescência irresponsável.  De Juno só há um apontamento que me apetece fazer. Diria que será quase impossível encontrarmos no mundo real uma Juno como aquela da tela e isso deve-se ao facto de se perceber que é alguém que já não lembra o que foi ser adolescente (ou então teve uma adolescência estranhíssima) a escrever o guião: a ex-stripper e blogger, Diablo Cody.

Nota: Juno venceu ontem o prémio para melhor filme nos Independent Spirit Awards.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 12:59
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There will be...

There wil be Oscars...
There will be tears...
There will be awards...

Estes têm sido os títulos de vários artigos em algumas publicações internacionais de referência nos últimos dias. Será que quer dizer alguma coisa?

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 12:19
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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Este mês uma tabela intermédia

Para assinalar a cerimónia dos Óscares, o vizinho do lado, Knoxville, decidiu entusiasmar os habituais contribuidores para a tabela de estreias com um quadro de apostas para os Óscares. As minhas apostas são as mesmas que já tinha deixado no dossier dos Óscares no Sapo.

No entanto, agora que já vi todos os filmes nomeados para a categoria máxima, as minhas certezas já não são tão claras. Continuo com fé em No country for old men. Para além de acreditar que vai merecer as honras da academia vejo-o como um justo vencedor (filmaço!!). Contudo, nunca se sabe quando nos atiram com uma surpresa. Certezas só mesmo amanhã.

Deixo-vos a tabelinha.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 09:35
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