Terça-feira, 22 de Abril de 2008

"Realizadores abdicam de lucros se Indiana Jones fracassar"



O título é de uma notícia da Lusa e não se refere a quaisquer realizadores, nem a realizadores medianamente conhecidos, nem mesmo apenas bastante relevantes...Em vez da palavra realizadores podiam estar ali as expressões "Steven Spielberg (neste caso, o realizador) e George Lucas (neste exemplo, produtor e argumentista)".  E, mais. Nem só dos dinheiros de Spielberg e Lucas se faz Indiana Jones. Faz-se do próprio Indy, Harrison Ford. O actor também se juntou à causa.

A notícia anuncia a aparente razão. "Se os lucros não chegarem para suplantar os custos de produção, não queremos ficar com eles", dizem os senhores. Como parece que agora os actores só recebem depois da estreia comercial do filme e em questão está Indiana Jones and The Kingdom of the Crystal Skull, ou, se preferirem, 210 milhões de euros de investimento, os três decidiram criar o número.

 A reacção imediata até poderia ser "coitadinhos, que solidários". Mas, como temos todos dois dedos de testa, sabemos que nenhum dos envolvidos na história está em risco de ficar desalojado e sem uma conta recheada no banco, acho que tendemos para outra reflexão.

A meta é alta: 251 milhões de dólares. Agora, vamos ver uma coisa...Não estamos a falar de um blockbuster qualquer. Nem mesmo de um grande filme de Verão. Estamos a falar do regresso de Indiana Jones, quase 20 anos depois, com o mesmo actor, o mesmo produtor, o mesmo realizador e ainda por cima com um filho que também tem talento de sobra para representar.

Anúncio altruísta? Não. Manobra de marketing das do tipo inteligente.


Já o Ipsilon de sexta-feira trazia um artigo sobre a suposta dificuldade que os blockbusters deste Verão terão em ultrapassar as receitas do ano passado. A dada altura, Rob Moore da Paramount trazia para a discussão uma conclusão sábia, analisando os sucessos do ano passado relativamente ao que poderá suceder este ano.
"Houve quatro filmes que fizeram mais de 188 milhões de euros. É pouco provável que haja quatro este ano, mas a questão é: quantos filmes de 125 milhões haverá?", dizia o senhor.

De sequelas e sequelas mortiças para regressos em grande. Não sei se faz sentido comparar dois anos assim.


publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:56
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1 comentário:
De Loungeart a 23 de Abril de 2008 às 16:50
Pura e mera publicidade (como se ela fosse preciso ). Também menos uns dólares nas contas desses senhores não faz a mínima diferença, mas estou certo que este Indiana vai bater recordes. Um abraço.

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