Sexta-feira, 18 de Abril de 2008

Al Pacino pós Anjos na América

Depois disso, tudo começou a desmoronar-se. Aliás, antes disso, mas, pelo meio, apareceu esta magnífica série e nós concedemos amnistia a Al Pacino. Agora, com 88 Minutos ele volta a mostrar que não está muito preocupado com os filmes em que aceita participar desde que lhe tragam dinheirinho. Aqui vos entrego o relatório sobre o filme.

Ele habituou-se a ler as pessoas. São as suas opiniões que as colocam entre grades e as levam para o corredor da morte. Ele nunca tem dúvidas. Mas, quando o assassino se vira para ele, não há psicólogo forense que tenha uma ciência exacta. O doutor Jack Gramm tem 88 minutos de vida. Ou encontra o assassino ou é encontrado por ele. Tic, tac…

A contagem do relógio é a frase irritante e pouco convincente que os conspiradores com Jack Gramm como alvo usam no final de cada telefonema (Tick, Tock, Doc). São esses mesmos telefonemas entre assassino e Doutor que vão marcando o compasso de 88 minutos. Em contagem decrescente para aquilo que se sabe desde início ir acontecer (ou não acontecer): a morte do protagonista.

Jack Gramm (Al Pacino), o especialista em psicologia de dizimadores, nunca erra os seus diagnósticos e, com eles, arrasta culpados para a prisão. Fora dos tribunais, é mentor para os alunos na sala de aula da Universidade, uma legião de seguidores com quem tem relações mais próximos do que o normal.

Acontece que Jon Forster (Neal Mcdonough) foi parar à prisão por uma série de assassinatos com base na análise do bom Doutor mas não se conforma com a sentença e continua, até ao dia da sua execução, a reivindicar completa inocência.

Quando o telemóvel de Gramm começa a tocar para, do outro lado, uma voz cartoonesca a lembrar Claw (o vilão de Inspector Gadget) avisa: «Olhe lá sôtor que só tem 88 minutos de vida». Daí em diante o filme não faz mais do que lançar suspeitas, deixar pulgas atrás da orelha e correr em busca do verdadeiro assassino, antes que ele chegue perto de Gramm.

Al Pacino que, depois de Anjos na América, parece ter caído numa espiral de más escolhas, está, mais uma vez, num filme menor, pouco inventivo, inspirado numa mistura de conceitos televisivos (24 com CSI ou Dexter) muito superiores ao que esta fita não consegue fazer no grande ecrã.

A previsibilidade e circularidade da história e as más interpretações por parte de alguns (sublinhe-se a anterior palavra) actores que parecem estar fora de contexto, faz de 88 Minutos uma experiência completamente descartável que, para os fãs do antigo Al Pacino, pode deixar marcas depressivas. O relógio parece estar sem pilha e as horas começam a ficar atrasadas quando já não temos mais vontade de ouvir o Tic, tac recorrente.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 10:51
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1 comentário:
De Ricardo Fernandes a 18 de Abril de 2008 às 11:20
Este filme foi mesmo uma grande banhada...

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