Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Volta ao mundo em...número de dias indeterminado

Mesmo que o filme não tivesse absolutamente nada de especial (está lá perto), teria Jack Nicholson e Morgan Freeman a fazer um jeitinho. Aqui ficam as habituais notas sobre The Bucket List.

1.Assistir a algo majestoso. 2. Fazer pára-quedismo. 3. Beijar a rapariga mais bonita do mundo. Por aí fora… Edward Cole (Jack Nicholson) e Carter Chambers (Morgan Freeman) estão mais para lá do que para cá. São o par de amigos mais improvável do mundo mas decidem concretizar juntos todos os desejos megalómanos que não tiveram tempo para experimentar enquanto ainda tinham anos pela frente. The Bucket List – uma lista para cumprir antes de bater a bota...falecer...quinar...fazer tijolo.

Juntar Jack Nicholson e Morgan Freeman no grande ecrã é um feito com sucesso garantido. Seja pela notoriedade dos dois, seja pela capacidade de que gozam para tornar um papel mediano numa exibição a reter, a dupla dificilmente poderia falhar. Em Nunca é tarde demais o efeito verifica-se. Uma espécie de buddy movie com toque de comédia dramática que até nem tem um argumento muito bem orquestrado mas que sobrevive devido à presença dos dois senhores.

Um deles é Edward Cole, poderoso magnata dos hospitais, dono de um hotel pouco convencional - um hospital – onde se vai encontrar com Carter Chambers, mecânico de profissão e aspirante filósofo, enciclopédia viva.

Os dois partilham o fardo de um cancro em fase terminal mas isso pouco importa porque o que querem mesmo é cumprir os pontos que têm na lista. A lista «o que fazer antes de ir para debaixo da terra». Posto isto, há que saltar de aviões, subir a montanhas e rir até cair para o lado.

Rob Reiner, com um curriculum de onde constam When Harry met Sally (Um amor inevitável) e A few good men (Uma questão de honra), dirige a aventura escrita por Justin Zackham, num filme com dois percursos distintos.

Se, por um lado, os protagonistas são dois amigos loucos em viagem pelos cantos do mundo, por outro têm a doença que todos temem e querem mostrá-la como é suposto ela ser.

A primeira face traz ao de cima a química entre os dois actores, alguns episódios com bom humor e textos bastante inspirados. A segunda, nem sempre o consegue fazer. Tanto envereda por abordar um tema delicado rindo-se dele ( «adoro o cheiro da quimio pela manhã»; «I love the smell of chemo in the morning») como o contorna de uma forma pouco real (será difícil encontrar um médico que conte os dias que um doente tem para viver ou um doente naquele estado que consiga fazer pára-quedismo). Talvez o escriba tenha dado espaço à sua imaginação numa sala demasiado fechada e longe de onde as ideias poderiam surgir de forma mais palpável.

Ficam guardadas as tardes que Cole e Chambers passaram juntos, perto e longe da cama de hospital, com e sem as respectivas famílias. Ficam as imagens das últimas escolhas feitas numa amizade solitária.

Nunca é tarde demais não deixa de dar ao espectador uma boa fábula sobre uma amizade do peito e sugestões muito arejadas sobre o que poderá fazer de original depois de sair da sala de cinema. Quem sabe se não haverá um avião à mão?

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 12:33
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