Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Aquela música aborrecida...

...nomeada para o Óscar de melhor canção original pertencia à banda sonora de August Rush. O filme, não querendo ser mázinha mas vendo-me na obrigação de o dizer, segue o mesmo caminho da canção. Com mais detalhe, a seguir...

Casal previsto nos céus, filho sobredotado, Robin Williams versão Bono. August Rush tem tudo isso. Ou só isso. Um conto de amor inspirado no livro de estilo das novelas brasileiras que também quer ser um musical de família.

Receita para um filme do coração: juntar uma mulher prodígio, um homem sensualmente rebelde e dali extrair um filho adorável. Depois, juntar uma pitada de dilema, um ou outro obstáculo, umas quantas canções com votos de amor e pôr tudo a acabar em bem.

Depois de cozido August Rush é só a soma dos seus ingredientes, pouco frescos e demasiado corriqueiros apenas com o pequeno e sempre notável Freddie Highmore a segurar as pontas.

A metade feminina do casal é Lyla Novacek (Keri Russell), uma jovem violoncelista abastada que uma noite conhece Louis Connelly (Jonathan Rhys Meyers), um cantor rock e rebelde vindo da Irlanda.

Circunstâncias sociais levam os dois a separar-se mas o encontro gera um fruto nove meses depois. Evan, o filho da noite que os dois passaram juntos, é retirado à mãe sem que ela saiba e torna-se orfão (na prática, porque na teoria o petiz conhece a existência dos pais e sabe que são os dois músicos).

É atrás de Evan que o espectador passa o tempo. Segue-o na sua obsessão pela música, na fuga da instituição social que o acolhia e na busca pelos pais. Encontra Maxwell “Wizard” (um Robin Williams que mais parece Bono), o Peter Pan da música para as crianças perdidas habitantes de um recinto de espectáculos e vai ouvindo músicas sucessivas que parecem querer mostrar que August Rush podia ser um musical mas não é porque...não calhou.

Demasiadas demonstrações cor-de-rosa neste filme realizado por Kirsten Sheridan e uma grande dose de não-surpresas que fazem desejar a proximidade do final. Um que adivinhamos a léguas ser cheio de música, estrelinhas e triunfos do amor. A reter só mesmo Freddie Highmore que prova novamente moldar-se até num papel bem abaixo do seu talento.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:40
link do post | comentar

mais sobre mim

pesquisar

subscrever feeds

posts recentes

Em coma...como a Noiva de...

Estrelas de cinema na pub...

Ensaios de luxo

Uma visita com Walt

Desculpas e mais desculpa...

O Sítio das Coisas Selvag...

Trailer de The Lovely Bon...

Ela quase emigrou mas est...

arquivos

Janeiro 2010

Outubro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

tags

todas as tags

links