Quinta-feira, 13 de Março de 2008

10.000 a.C.: Na corrida para a lista da vergonha

Depois disto, Roland Emmerich devia passar um tempo encostado no canto da parede com orelhas de burro. Uma desgraça. A descrição mais completa aqui em baixo.

A lenda não parece muito épica, a batalha pouco diz da lenda e o herói pouco tem de memorável. Roland Emmerich pôs de parte os seus relatos do fim do mundo e preferiu contar o início. O que de positivo têm Stargate, O Dia da Independência ou O dia depois de amanhã ficou esquecido. 10.000 a.C. está destinado a ser um daqueles sucessos de bilheteira de que todos dizem mal. Com razão.

Roland Emmerich é amigo de grandes produções carregadinhas de efeitos especiais, seres de outros planetas ou apocalipses anunciados. Se quisermos resumir, a preferência é para a passagem até outros mundos, ou porque criaturas estranhas se cruzam com a Terra ou porque catástrofes alteram por completo a realidade até então conhecida.

10.000 a.C. acontece supostamente na data que o título indica num país estranho que tem tribos na neve mas contempla selvas quentes de fauna invulgar. Um local com bruxos, deuses e pirâmides inesperadas – se preferirem, deslocadas.

Numa terra onde a honra parece ser a máxima a cumprir mas em que, ao mesmo tempo, o amor se sobrepõe a ela (da forma mais abrupta), D’leh (Steven Strait) é o caçador de mamutes que vai enfrentar todo o tipo de monstros para salvar a namoradinha, Evolet (Camilla Belle).

O realizador confessou ter ficado interessado por esta história que coloca pirâmides numa civilização perdida dez mil anos antes de Cristo e, por isso, quis contá-la à sua maneira exuberante. O resultado, contudo, fica longe do que parece ter sido o desejo do cineasta num acumular de cenas sem sentido e demonstrações quase patetas do que poderia ter sido um épico pré-histórico de peso.

Nem encontros com tigres dente-de-sabre, nem cenários gigantescos, nem mesmo sequências ininterruptas de vitórias sobre malfeitores podem fazer de 10.000 a.C. aquilo que ele não é: o filme larger than life que Emmerich gostaria que fosse.

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:47
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