Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Para terminar a saga de Enchanted...

Cá vai um artigo com os highlights do filme.

Folhos nos vestidos, animais ternurentos, balões nas mangas e bruxas más. Tudo o que costuma tomar forma como desenho animado chega ao cenário mais improvável de todos: Times Square em Nova Iorque. A Disney acreditou que podia reinventar o conto de fadas e torná-lo contemporâneo. Uma história de encantar é mais do que um filme para toda a família, é uma luz de esperança a anunciar com a inscrição «ainda existem finais felizes e podemos render-nos a eles».

É um encontro tão improvável quanto imaginativo. Um conto de fadas em animação clássica, com princesas, príncipes, bruxas más, maçãs envenenadas e animais que falam. Uma comédia romântica com o cinismo dos dias de hoje na dureza da cidade que nunca dorme.

É esta a escolha da Disney para o filme de Natal deste ano. Nada de 3D, nada de ironias ou críticas à actualidade (só mesmo ao estado geral de cepticismo). Apenas uma história para toda a família onde os mais pequenos vão querer entrar e que vai levar os menos jovens de volta à altura em que ainda acreditavam na frase «e viveram felizes para sempre». Mais do que isso, Enchanted é um gigantesco tributo à história que Walt Disney começou a desenhar.

Acabado de entrar na sala de cinema, o espectador pode sentir-se compelido a pensar que afinal só ali foi para acompanhar os filhos ou os sobrinhos mas 15 minutos começa a ser fácil perceber que também o mais velho se vai entregar àquela narrativa intemporal a que está a assistir no ecrã. A explicação aí vem.

Num cenário a fazer lembrar a casa de Cinderela e dos seus ajudantes de quatro patas, Giselle (Amy Adams) - a nossa dama ainda não transformada em princesa- canta com voz aguçada mas igualmente afinada. Chama pelo príncipe encantado que ainda não chegou. Tudo isto num desenho da mais tradicional animação a que a Disney nos habituou. O príncipe chega, a carruagem transporta a dama até ao palácio, agora já envergando os trajes dignos de uma princesa e, naturalmente, a bruxa má que não quer ver uma jovem da populaça tomar o seu lugar intromete-se no normal decorrer das coisas.

Qual é a solução da maléfica Rainha Narissa? Enviar a ameaça ao seu poder para aquele que diz ser «o local mais terrível e distante de todos». A notícia é que, todos nós vivemos no dito lugar: o mundo real, mais particularmente, Times Square em Nova Iorque.

Daí em diante, o caminho é o da perdida e ingénua Giselle num mundo cinzento onde conhece o pai solteiro, profissional da lei, Robert (Patrick Dempsey). A segui-la anda Edward (James Marsden), o príncipe encantado saído do mundo de fantasia para levar a sua espada e as suas mangas de balão até aos engarrafamentos na Big Apple. E como perseguição que se preze tem de ter muitos participantes, atrás ainda surgem a ruim Rainha e o seu servo devoto.

O resultado é uma viagem pela nostalgia dos filmes de animação com a história da maçã envenenada, os peixes da pequena sereia, piscadelas de olho aos aficcionados do universo como o nome de uma firma de advogados (Churchill, Harline and Smith) que corresponde aos nomes de três compositores da banda sonora para Branca de Neve e os sete anões.

A cantoria e inocência de Giselle são impecavelmente interpretadas pela refrescante Amy Adams que garante ter futuro assegurado como actriz polivalente. O retrato da população nova-iorquina chega pelos talentos de Patrick Dempsey, o cínico e céptico virado romântico. Susan Sarandon mostra que , por esta altura, pode dar-se ao luxo de aceitar os trabalhos que lhe dão gozo e, com isso, trazer momentos deliciosos a um filme já por si encantador.

Como o próprio realizador Kevin Lima insiste em dizer, Uma história de encantar é um filme que reúne o melhor de dois mundos e que, com alguma sorte, vai pôr de novo na moda a ideia de que «ainda há hapilly ever afters».

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:51
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