Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

Sicko ou o egocentrismo Michael Moore



Tenho andado arredada da blogosfera porque o fim-de-semana me reservou muitas horas a arredar móveis. As mudanças terminaram e cá estou de volta, instalada na nova casa e já com internet e TV Cabo.

Em noite de sexta-feira, fui ver a nova experiência de Michael Moore, Sicko. Antes de mais devo dizer aos senhores da Lusomundo que os cinemas VIP do Amoreiras não são nada VIP se numa sala nivelada um casal estiver à nossa frente. Depois de conformada com o facto de ter de me sentar como uma vassoura durante toda a sessão, vamos ao que interessa.

Sicko é, a meu ver, a mais fraca experiência de Michael Moore. Adorei Bowling for Columbine, gostei de Fahrenheit 9/11 e de Roger and me mas Sicko não me convenceu.

Sempre vi os filmes do pesadelo da direita americana como um exercício brilhante de narrativa mas, claro, que tem o lado manipulador de Moore. Também nunca os quis analisar sob o ponto de vista da sua factualidade ou não, da sua eficácia em termos políticos ou não.

Mas se em Bowling for Columbine quase nada soa a manipulado e em Fahrenheit 9/11, mesmo com algumas passagens encenadas, tudo parece fluído, em Sicko muito do que ele nos oferece é palpavelmente encenado. E o que chateia é que era com os argumentos dele são muitos bons e parecem de facto corresponder à realidade mas a exploração dos intervenientes sobe um degrau bem como o egocentrismo do realizador se eleva a todo um novo patamar.

Claro que Michael Moore continua a ser um brilhante contador de histórias e que os seus filmes, correspondo ou não à realidade são fantásticos exercícios de argumentação e sobre como tornar um documentário numa obra ritmada, incessante e muito apelativa.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 19:12
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1 comentário:
De Knoxville a 13 de Novembro de 2007 às 00:20
Está longe de ser tão genial como o Bowling for Columbine ou como qualquer uma das temporadas de "The Awful Truth", mas é talvez o seu mais importante filme, aquele que daqui a dez anos pode ser olhado como a ignição de uma grande mudança (basta que Hillary ganhe para a mensagem de Moore passar de utópica para real).

Beijinhos Inês.

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