Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

A comédia romântica no muito utilizado cenário parisiense

O tempo ainda só permitiu dar atenção a uma das estreias da semana. Aqui ficam algumas ideias sobre Poderá ser amor?

 


Paris já foi cenário para as mais diversas histórias de amor. Nesta, a cidade provoca o encontro entre um empresário e uma artista. Os dois muito diferentes e os dois muito fechados para o mundo. Poderá ser amor? não traz nada de novo mas faz o espectador acreditar que a história que está a ouvir podia bem acontecer no apartamento do lado. Quando o romantismo parece palpável.

Os negócios e a cerâmica são dois opostos dificilmente conciliáveis. Em Poderá ser amor? dinheiro e arte são apenas a personificação das duas figuras principais. A dada altura no filme, apercebemo-nos de que os símbolos que as representam passam a ser apenas isso, marcas materiais, que dão lugar a duas pessoas reais, como qualquer vizinho que tem uma história de amor para contar.

Na eterna cidade de Paris, a artista Elsa (Sandrine Bonnaire) tem no seu próximo projecto uma obra em cerâmica para uma empresa. O dono, Lucas (Vincent Lindon) é um empresário endinheirado, um quarentão vivido e um homem desconfiado. A última vez que se apaixonou, a mulher em causa revelou ser uma espia traidora.

Apesar de se mostrar mais do que interessado em conhecer melhor a artista que lhe desarrumou o escritório, Lucas é mais inseguro do que apaixonado. Por essa razão, pede a um funcionário invulgar para que se assegure de que Elsa é uma dama de confiança. O conflito é esconder de Elsa a dita investigação.


Entre diálogos espirituosos e inseguranças, o filme de Pierre Jolivet nada traz de novo ao mundo das comédias românticas. No entanto, mostra-se bem escrito, com bons momentos na narrativa e com uma realização que, sem mostrar ao pormenor a capital francesa, espelha o estilo cosmopolita de Paris.

É romance, sem dúvida, mas um romance tão «next door» que atravessa todos os medos que um casal de meia idade poderá encontrar ao descobrir de novo que ainda se pode apaixonar. Sem ambições grandiosas nem provas de amor demasiado exaltadas, o filme transporta uma aura aconchegante e, aqui e ali, cortante no humor.

No final, poderá o espectador apaixonar-se por ele? Mesmo que o consumo seja rápido, não ficará decerto a odiá-lo.
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 16:46
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