Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

De sonho a pesadelo

Com a passagem de Quinta-feira impõe-se mais algumas opiniões sobre as estreias da semana. Começo pela nova comédia dos irmãos Farrelly.

A mulher que no dia do casamento parecia ser ideal para Eddie Cantrow torna-se no seu maior pesadelo. De loura, bonita e inteligente passa a loura, tresloucada e possessiva. Os irmãos Farrelly já tinham tratado homens em perseguição às mulheres dos seus sonhos e gémeos siameses que perseguiam os seus maiores desejos. O cinema dos Farrelly é feito de sonhos. Disparatados mas, mesmo assim, sonhos.

 

O mal casado não é a melhor comédia dos irmãos que nos trouxeram Doidos por Mary, Agarrado a ti e Doidos à solta. Não é a melhor comédia (ponto). No entanto, tem um argumento que, apesar de seguir o rumo comum, tem laivos de originalidade que fazem o filme valer a pena. Não cai na felicidade total nem quer pintar o protagonista como um santinho imaculado.

 

Eddie Cantrow (Ben Stiller) é um solteirão na casa dos 40 que vive na angústia de não ter ainda conhecido a sua cara metade. Um dia, enquanto caminha pela rua esbarra em Lila (Malin Akerman), jovem que acaba de sofrer um assalto e vê em Eddie o seu cavaleiro andante.

 

Daí até ao casamento vai um pulinho e tudo parece perfeito. O problema chega no primeiro dia da lua de mel. Lila já não é assim tão encantadora, delicada e ideal como parecia nas anteriores 24 horas. Naquele cenário paradísiaco, o recém-casado acaba por se tentar afastar da loucura que a sua esposa revelou e por conhecer uma nova candidata a mulher do ano. Entre situações cómicas e gags tontos, o triângulo amoroso vai desenrolar-se à boa maneira dos Farrelly, também ela tresloucada.

 

Ben Stiller continua num registo muito semelhante ao que usa...em todos os outros filmes. Faz o que lhe compete mas nunca arrisca para além do que se habituou a fazer como, aliás, fazem também as protagonistas femininas. Há, contudo, algumas presenças dignas de nota como a de Carlos Mencia dando vida a um barman facilmente subornável e a de Rob Cordry no papel de um marido totalmente submisso à assustadora mulher.

 

Embora não seja inovador, o argumento de O mal casado é comicamente consistente e reserva para o espectador algumas fugas aos destinos mais comuns a que ele está acostumado. O bom não precisa de ser o bonzinho e nem tudo precisa de terminar da forma mais esperada.

 

Ainda que não seja o filme mais extraordinário na história deste registo e na história dos Farrelly, O mal casado oferece uma comédia simpática, não ofensiva que, em última análise, não procura arriscar até às situações mais comicamente exageradas. Fica pelo humor que o bom texto lhe confere.

 

publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 15:00
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