Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

De facto, uma comédia muito fraquinha

Sou fã de Robin Williams. Sou ainda maior fã da versão americana de The Office (aqui entram quatro actores desse fantástico elenco). Contudo, mesmo algum talento pouco consegue fazer por esta história tremendamente fraquinha.

"Na história das comédias românticas há triângulos amorosos para todos os gostos: homem, mulher, homem; homem, mulher, mulher; homem, mulher, trabalho. As combinações podiam encher esta página. Do que nunca alguém se tinha lembrado foi de do trio homem, mulher, padre (ou pelo menos, sendo o padre 100% devoto a Deus). Ben e Sadie querem subir ao altar mas primeiro terão de caminhar até à cruz a.k.a. fazer o curso do reverendo Frank, o prior mais agente secreto da história da igreja.

Como se conheceram, como se apaixonaram, quando decidiram morar juntos. Todos estes pormenores são isso mesmo: pormenores. Em Licença para casar a história de amor conta-se em cinco minutos, num jeito telegráfico, com os devidos clichés mas sem a demora do costume. O que interessa não é o percurso, é o grande dia. O dia em que todos os suores saltam para fora da roupa e em que as pernas parecem não ter forças para fazer aquilo para que foram criadas (andar claro). O dia do casamento é a meta que Ben e Sadie querem cruzar mas, para lá chegarem, têm de passar uma espécie de Licenciatura em Ciências do amor. O reitor é um padre que garante sucesso em todas as cerimónias que realiza mas que não facilita o trabalho a nenhum dos seus pupilos. Nada de sexo, muito diálogo e testes bem duros vão pôr à prova a mais forte das relações e comprovar se ela tem o que é preciso para durar até que a morte os separe. O filme de Ken Kwapis (que já andou pela televisão e pelo cinema, sempre com um pé na comédia) não inova no argumento e nas resoluções narrativas. É em quase tudo muito previsível e muito formatado para o género «em-casal-no-aconchego-de-uma-tarde-de-domingo». Os momentos de comédia não são os melhores e os problemas não são suficientemente grandes para tomarem essa digna designação. No entanto, e apesar de ser apenas mais um date movie com cenário cor-de-rosa, Licença para casar reúne alguns bons nomes que conseguem polir os mediocres papéis para os quais foram designados, deixando-os com um leve brilho que só eles lhes poderiam dar. Robin Williams é sempre Robin Williams. Não há mau filme que venha estragar o seu timing perfeito e a sua excentricidade na temperatura ideal. Depois, para os fãs da versão americana de The Office, o filme pode oferecer alguns momentos de prazer. O protagonista John Krasinski é um actor de talento a precisar de um maior empurrão no cinema já que, até à data, o seu estatuto não vai muito para além de estrela média no pequeno écrã. Também presentes em pequenos desempenhos estão Brian Baumgartner, Angela Kinsey e Mindy Kaling (todos empregados de escritório comandados por Steve Carell na série de televisão). A verdade é que consegue vislumbrar-se para todos eles um futuro promissor na comédia, talvez com projectos mais pessoais e aliciantes. Por agora, vão viajando pelo começo acidentado próprio da indústria, pouco adequado ao seu talento mas que, com o tempo, poderá dar lugar a um status quo mais consistente. Na outra ponta do balanço está Mandy Moore, sempre presa ao seu ar de adolescente popular e inocente que pouco convence como mulher em idade de casar. Em Licença para casar os momentos de humor não atingem o registo que se pretendia interessante/comovente. Contudo, não é preciso qualquer curso nem se impõe qualquer licença para assistir ao espectáculo de Robin Williams e à ascensão de alguns dos seus colegas nesta fita. O altar aguarda-os mesmo que não seja nesta paróquia." 
publicado por Quanto Mais Quente Melhor às 22:38
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